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	<title>Escutatória &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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	<description>Escutat&#243;ria Do It</description>
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	<title>Escutatória &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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		<title>Assista a palestra da Pauline Charoki na PUC-SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pauline Charoki]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 19:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação assertiva]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação não violenta]]></category>
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					<description><![CDATA[ASSUNTO da PALESTRA &#8211; Fono em Foco no dia 21/08/2024 na PUC- SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) As chaves da empatia assertiva para mais engajamento e produtividade O que foi abordado: O que precisa saber e desconstruir: Quais paradigmas precisamos quebrar nos nossos relacionamentos e comunicação? Por que não escutamos? Como escutamos em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">ASSUNTO da PALESTRA &#8211; Fono em Foco no dia 21/08/2024 na PUC- SP (<b>Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)</b><br />
As chaves da <strong>empatia assertiva</strong> para mais <strong>engajamento</strong> e <strong>produtividade</strong></p>
<p dir="ltr">O que foi abordado:</p>
<ol>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr" role="presentation">O que precisa saber e desconstruir:<br />
Quais paradigmas precisamos quebrar nos nossos relacionamentos e <strong>comunicação</strong>? Por que não escutamos? Como escutamos em geral?</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr" role="presentation">O que precisa reaprender e qual caminho:<br />
Inteligência emocional, autorresponsabilidade, os 4 passos da investigação da <strong>Comunicação não violenta</strong> (CNV)</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr" role="presentation">Como transformar palavras em ação?<br />
Quais são as fontes de autoridade, como exercer uma liderança transformacional em um mundo VUCA e BANI, a <strong>escutatória</strong> como meta competência para mais engajamento e produtividade, como ser empático e assertivo ao mesmo tempo, dica de comunicação produtiva.</p>
</li>
</ol>
<p dir="ltr">Sobre a importância desse tema:</p>
<p dir="ltr">Hoje e principalmente para sua carreira, conhecer e praticar as técnicas da escutatória (que vão além da escuta ativa) representam uma das habilidades mais procuradas e valorizadas. Isso porque o mundo está carente de pessoas e organizações que saibam escutar, lidar com opiniões diferentes e partilhar novas realidades. Escutar conecta e abre espaços de criatividade, autenticidade e liberdade!</p>
<p>Nesta palestra, a Pauline Charoki traz consciência sobre o que nos impede de escutar e nos comunicar de forma produtiva, mostra o caminho para desenvolver essa soft skill catalisadora de engajamento e produtividade e, por fim, dá dicas valiosas para transformar palavras em ação.</p>
<p dir="ltr">Um momento provocador, disruptivo e motivacional para transformar sua jornada como profissional e pessoa!</p>
<p dir="ltr">Sobre a palestrante:</p>
<p dir="ltr">Pauline Charoki, francesa, mestre em direito, educadora e empreendedora. Nasceu na França e está no Brasil há 17 anos. Dirigiu durante 12 anos um instituto de formação acadêmico e profissional, onde liderou mais de 150 pessoas e formou milhares de alunos.</p>
<p>Com essa bagagem e através de cursos, estudos e vivências na França e no Brasil, se formou em Inteligência relacional, ensinando temas como: Comunicação Não Violenta (CNV), Escutatória, Comunicação produtiva, Liderança, Feedbacks, Negociação e Gestão de conflitos.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, Palestrante, Professora da disciplina Escuta estratégica e Empatia assertiva na <span class="il">PUC</span> Minas e Instrutora de treinamento corporativo da Do It, instituto focado em escutatória e liderança humanizada e transformacional.</p>
<p dir="ltr">ACESSE AQUI: <a href="https://www.youtube.com/live/UwyGfp2txhg">https://www.youtube.com/live/UwyGfp2txhg</a></p>
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		<title>Descubra uma parte da apostila do treinamento em Escutatória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pauline Charoki]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 15:21:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação assertiva]]></category>
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		<category><![CDATA[oratoria]]></category>
		<category><![CDATA[segurança psicológica e confiança.]]></category>
		<category><![CDATA[storytelling]]></category>
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					<description><![CDATA[Decidimos compartilhar as 4 primeiras paginas da nossa apostila que norteia a primeira parte do treinamento em Escutatória e padrões de linguagem produtivos e colaborativos, as primeiras 6h de treinamento que oferecemos para profissionais, lideres, Claves, vendedores e até pais e educadores. CLIQUE ABAIXO E BAIXE SUA APOSTILA: Trecho Apostila Escutatória Aproveite a degustação e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Decidimos compartilhar as 4 primeiras paginas da nossa apostila que norteia a primeira parte do <strong>treinamento em Escutatória e padrões de linguagem produtivos e colaborativos</strong>, as primeiras 6h de treinamento que oferecemos para profissionais, lideres, Claves, vendedores e até pais e educadores.</p>
<p><strong>CLIQUE ABAIXO E BAIXE SUA APOSTILA:</strong></p>
<p><a href="https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2025/02/apostila_escutatoria_trecho.pdf">Trecho Apostila Escutatória </a></p>
<p>Aproveite a degustação e te convidamos a nos seguir nas redes sociais e levar este conteúdo inédito na sua empresa!</p>
<p>As técnicas do treinamento abrangem os seguintes temas: Inteligência emocional, comunicação assertiva, empatia assertiva, escuta ativa, escutatória, negociação, feedback, storytelling, comunicação não violenta, gestão de conflitos, liderança, oratória, segurança psicológica e confiança.</p>
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		<title>O livro que norteia nossos treinamentos: Escutatória do Thomas Brieu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pauline Charoki]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2024 15:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[#padrõesdelinguagem]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse livro é o resultado de mais de 20 anos de atuação, centenas de treinamentos e uma pesquisa sobre padrões de linguagem colaborativos. Em um mundo onde todos querem falar e poucos sabem ouvir, a habilidade de fazer com que o outro se sinta escutado faz de você uma mãe, um pai, uma pessoa ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="2154" class="elementor elementor-2154" data-elementor-post-type="post">
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							<figure id="attachment_2162" aria-describedby="caption-attachment-2162" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-2162" src="https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2024/11/livro-300x217.png" alt="livro escutatória, Thomas brieu " width="300" height="217" srcset="https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2024/11/livro-300x217.png 300w, https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2024/11/livro.png 647w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-2162" class="wp-caption-text"></strong> <strong>padrões de linguagem colaborativos e técnicas de escutatória, Thomas Brieu</strong></figcaption></figure><p>Esse livro é o resultado de mais de 20 anos de atuação, centenas de treinamentos e uma <strong>pesquisa sobre padrões de linguagem colaborativos</strong>. Em um mundo onde todos querem falar e poucos sabem ouvir, a habilidade de fazer com que o outro se sinta escutado faz de você uma mãe, um pai, uma pessoa ou um profissional diferenciado.</p><p>Este livro nos convida para uma jornada inédita, onde a poderosa combinação do conceito pioneiro de &#8220;<strong>prova de escuta</strong>&#8221; com um <strong>repertório de perguntas</strong> cuidadosamente formuladas permite conjugar escuta com foco, abertura nas ideias e firmeza no objetivo, determinação com empatia, coragem com vulnerabilidade.</p><p>Thomas Brieu, com sua experiência e sensibilidade, da vida ao conceito de &#8220;escutatória&#8221; criado por <strong>Rubem Alves</strong> e oferece insights valiosos e inspiradores para ajudar você a identificar os vilões da sua <strong>comunicação</strong> e adotar padrões de linguagem colaborativos para reaprender a falar de forma a ser escutado, tanto presencialmente quanto remotamente.</p><p>A &#8221;bíblia&#8221; da escutatória que oferece ferramentas praticas e exemplos reais para engajar, negociar, argumentar, lidar com resistências e manipulações conduzir feedback e incentivar conversas corajosas. Fazendo com que as pessoas se sintam ouvidas, reconhecidas, promovendo um ambiente de confiança e cooperação.</p><p>Pode adquirir seu exemplar <a href="https://loja.h1editora.com/produtos/escutatoria-livro/">AQUI</a>, ou ganhar no âmbito de um treinamento corporativo.<br />Que tal organizar juntos esse treinamento?!</p>						</div>
				</div>
					</div>
				</div>
				</div>
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		<title>O Livro de comunicação assertiva e empática.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Apr 2023 18:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse livro é o fruto de um trabalho maravilhoso com a Leny Kirillos, o Milton Joung e o Antonio Sacavem. Já uma referência para o tema. Para encomendar clique no link aqui. https://www.amazon.com.br/Escute-expresse-fale-comunica%C3%A7%C3%A3o-poderoso/dp/6555323221/ref=nodl_?dplnkId=39b117c7-30e0-413a-8290-48cb449f2343clique no link aqui]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="449" height="420" src="http://escutatoria.com/wp-content/uploads/2023/04/LIvro-escute-express-e-fale-449x420-1.jpeg" alt="" class="wp-image-1345" srcset="https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2023/04/LIvro-escute-express-e-fale-449x420-1.jpeg 449w, https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2023/04/LIvro-escute-express-e-fale-449x420-1-300x281.jpeg 300w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></figure>


<p>Esse livro é o fruto de um trabalho maravilhoso com a Leny Kirillos, o Milton Joung e o Antonio Sacavem. Já uma referência para o tema. </p>
<p>Para encomendar clique no link aqui.</p>
<p>https://www.amazon.com.br/Escute-expresse-fale-comunica%C3%A7%C3%A3o-poderoso/dp/6555323221/ref=nodl_?dplnkId=39b117c7-30e0-413a-8290-48cb449f2343<a href="https://www.amazon.com.br/Escute-expresse-fale-comunica%C3%A7%C3%A3o-poderoso/dp/6555323221/ref=nodl_?dplnkId=39b117c7-30e0-413a-8290-48cb449f2343">clique no link aqui</a></p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Semana da Escutatória 100% online e gratuito</title>
		<link>https://escutatoria.com/escutatoria/100-online-e-gratuito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2020 12:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>
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					<description><![CDATA[A 1ª SEMANA JÁ ACABOU E FOI UM SUCESSO. INSCREVA_SE PARA SER NOTIFICADO DA PROXIMA CLICANDO NO LINK: Aumente sua liderança natural, sua influência e ao mesmo tempo seja mais você mesmo! 1ª semana da escutatória com Thomas Brieu,e convidados especiais: Marcelo Girade, Leny Kyrillos, Milton Jung, Marc e Elisa Tawil, e Vilma Mendes,de 10 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A 1ª SEMANA JÁ ACABOU E FOI UM SUCESSO. INSCREVA_SE PARA SER NOTIFICADO DA PROXIMA CLICANDO NO LINK:</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-thomas-brieu"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.brieu.com.br/curso/
</div></figure>



<p>Aumente sua liderança natural, sua influência e ao mesmo tempo seja mais você mesmo!</p>



<p>1ª semana da escutatória com Thomas Brieu,e convidados especiais: Marcelo Girade, Leny Kyrillos, Milton Jung, Marc e Elisa Tawil, e Vilma Mendes,<br>de 10 a 14 de agosto todo dias das 19 as 20 h. Serão 5 dias de conteúdo, reflexão e exercícios com nossos convidados especiais.</p>


<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1156" src="http://comunicacaoprodutiva.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1era-semana-da-escutatória.png" alt="" width="1199" height="1179"></p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Curso Online</title>
		<link>https://escutatoria.com/escutatoria/aproveite-o-desconto-de-lancamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2020 17:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
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					<description><![CDATA[CHEGOU O PRIMEIRO CURSO ONLINE DE ESCUTATÓRIA &#38; COMUNICAÇÃO PRODUTIVA CLIQUE NESTE LINK PARA ACESSAR A PAGINA Exercitar a comunicação produtiva sob o prisma da escuta, diferente do usual prisma da fala, traz uma sensação de liberdade e empoderamento, ainda mais na hora de lidar com períodos de tensão, de polarização e de paradoxos. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>CHEGOU O PRIMEIRO CURSO ONLINE DE ESCUTATÓRIA &amp; COMUNICAÇÃO PRODUTIVA</p>
<p><a href="https://go.hotmart.com/B26878394M?dp=1">CLIQUE NESTE LINK PARA ACESSAR A PAGINA</a></p>
<p>Exercitar a comunicação produtiva sob o prisma da escuta, diferente do usual prisma da fala, traz uma sensação de liberdade e empoderamento, ainda mais na hora de lidar com períodos de tensão, de polarização e de paradoxos.<br />
A escutatória tira as lições da “escuta ativa” para ir além: dar provas de escuta e reaprender a falar de forma a ser escutado inclusive remotamente, em situações de &#8220;trabalho online&#8221;. Permite conjugar abertura com firmeza e empatia com assertividade. Contribui significativamente para alcançar suas metas e o seu bem estar, no trabalho e em casa, além disso diminui o estresse e aumenta a resiliência.</p>
<div class="text-overflow">
<div class="show-text">Em períodos de crise o risco é grande de ver a qualidade da comunicação se deteriorar. E é algo natural, o tempo vira escasso, as situações emergenciais se acumulam, as lideranças são mais diretivas, e as pessoas estão no limite, cansadas, desgastadas. É exatamente neste tipo de situação extrema que as dicas que este curso oferece fazem a diferença.</div>
<div class="show-text">Vários estudos apontam que as equipes mais produtivas e inovadoras não necessariamente são aquelas que tem as pessoas mais competentes e sim aquelas que tem a melhor comunicação e cooperação entre os seus membros.</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Assumir sem se culpar, acolher sem concordar&#8230;</title>
		<link>https://escutatoria.com/escutatoria/assumir-sem-se-culpar-acolher-sem-concordar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 14:44:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[conversas dificeis]]></category>
		<category><![CDATA[curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória; rubens alves]]></category>
		<category><![CDATA[objeções]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao começar este artigo, reconheço o quanto é mais fácil falar sobre como lidar com a agressividade do outro, do que realmente “fazer”. Isso porque, quando ao vivo, nosso corpo reage com um banho hormonal que origina uma série de reações automáticas, muitas vezes contra produtivas. Destaco aqui 3 passos para responder a um caso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="ember1749" class="ember-view">
<div class="reader-article-content" dir="ltr">
<p>Ao começar este artigo, reconheço o quanto é mais fácil falar sobre como lidar com a agressividade do outro, do que realmente “fazer”. Isso porque, quando ao vivo, nosso corpo reage com um banho hormonal que origina uma série de reações automáticas, muitas vezes contra produtivas. Destaco aqui 3 passos para responder a um caso de agressividade verbal entre duas pessoas de mente sã, embora saber destes 3 passos possa também lhe ajudar no dia em que se surpreender, você mesmo agredindo verbalmente o outro.</p>
<h3><strong>1º passo: Inspire</strong></h3>
<p><em>“Entre o estímulo e a reação, existe um espaço. Neste espaço reside a nossa liberdade e a possibilidade de crescimento”</em> Vitor Frankl.</p>
<p>O primeiro passo é acessar este espaço de liberdade com uma inspiração longa, por exemplo de uns 3 segundos. Sem a pausa, a informação fica sequestrada na amídala e seus 3 reflexos reptilianos (Lutar/Fugir/Congelar) levando a adoção momentânea de comportamentos totalmente irracionais, dos quais costumamos nos arrepender depois.</p>
<p>Com a pausa, a informação sai do sistema límbico e chega até o córtex pré-frontal onde se situa sua capacidade de raciocínio e sobretudo de empatia.</p>
<p>Esta inspiração favorece um processo de ‘desidentificação’, um desapego na forma de uma suspensão temporária do ego para evitar que levemos as palavras do outro para o pessoal, condição preliminar para conseguir executar o segundo passo.</p>
<h3><strong>2º passo: Descentre e se interesse pelo outro</strong></h3>
<p>Face a agressividade do outro, precisamos praticar o nosso discernimento. De um lado temos os fatos “geradores” que levaram a pessoa a estar no estado que está, e do outro lado temos o simples fato dela estar no estado em que ela está. Os primeiros resultam do encontro entre duas histórias: a sua e a dele. O segundo fato é incontestável e é só dele.</p>
<p>Quando estamos no modo “autodefesa” costumamos nos identificar com as palavras do outro e levá-las pelo lado pessoal, focando então todos os nossos recursos cognitivos sobre o nosso ponto de vista em relação aos fatos geradores. O problema é que apesar de sempre termos bons motivos para isso, essa nossa reação autocentrada, que muitas vezes espelha a agressividade do outro, acaba colocando mais lenha na fogueira.</p>
<p>A solução está em focar no segundo fato: o estado do outro. Mesmo que custe acreditar, o outro sempre tem bons motivos que o levam a ter o comportamento que tem. Insisto: independentemente de concordarmos ou não com os motivos do outro, o fato principal e inquestionável, é que do ponto de vista dele, os motivos são legítimos. E enquanto não darmos prova de escuta na história do outro, a maior probabilidade é que continuaremos sendo o vilão da história dele.</p>
<p>Assim, o segundo passo é descentrar, no sentido de tirar o foco de si mesmo e se interessar pela história do outro. Atrás do gatilho gerador de uma emoção, sempre existe uma causa raiz. Falando de outra maneira, atrás de qualquer emoção negativa sempre existe uma necessidade não atendida.</p>
<p>Investigue, explore e ajude o outro a verbalizar qual é a história atrás da emoção. Faça isso usando perguntas abertas e neutras, por exemplo: <em>“Como assim?” “O que aconteceu?”, “me diga mais?”, “Não entendi, me explique?”</em></p>
<p>A tentação é grande de focar nos fatos geradores da emoção, ainda mais considerando que eles são passíveis de debate e discussão. Sobretudo, não se justifique, não argumente, não sobreponha sua versão da história à do outro &#8211; é cedo demais. Em vez disso, se interesse pelo outro, pela história dele, reconheça que independentemente da sua versão sobre os fatos geradores, o fato dele se encontrar neste estado emocional é legítimo.</p>
<p>Esse é o momento da empatia, onde se aplica a lei universal da reciprocidade: “é preciso dar para receber”. Dê prova de escuta para que ele sinta sua necessidade escutada e acolhida, sem isso ele não irá lhe escutar. Agora, cuidado! não confunda acolher e concordar com o outro.</p>
<p>Quando a mágica acontece, observe, em geral aparecerá no seu rosto um leve sorriso, neutro e acolhedor que chamo de sorriso da Madre Teresa de Calcutá. Cuidado! não tente fingir o sorriso pois o risco é grande de ser um sorriso sarcástico ou irônico (Postura acima do outro) ou ser um sorriso de submissão e de culpa (postura abaixo do outro). Apenas se interesse pela história do outro e sentirá um leve sorriso, e quando estiver realmente em empatia, quando não se identificar mais com as palavras do outro, então naturalmente este sorriso refletirá uma postura de igual para igual.</p>
<p><strong><u>Na prática</u></strong>: Para ilustrar este passo sugiro utilizar um caso que uso nas minhas palestras. Imaginemos que você não tenha vindo trabalhar ontem, devido a necessidade de fazer um <em>check up</em> de saúde obrigatório pelo plano de saúde da empresa. Você avisou o seu chefe por e-mail com um mês de antecedência, só que provavelmente ele esqueceu. Ao chegar na empresa no dia seguinte, o seu chefe começa a lhe dizer as seguintes palavras de forma bem agressiva:</p>
<p><em>“Poxa que folgado(a)!!!!”</em></p>
<p>Ciente das dicas acima mencionadas, você inspirou, saiu do foco, se desidentificou, e conseguiu perguntar com um tom acolhedor e neutro:</p>
<p><em>“Folgado(a)?? Como assim?” ou “Folgado? Não entendi? O que aconteceu?”</em></p>
<p>Em muitas situações uma simples inspiração e uma pausa, com uma postura acolhedora é suficiente para dissolver os conflitos. Outras vezes precisa ir mais longe, por exemplo imaginamos que o seu chefe tenha respondido, sempre de forma agressiva:</p>
<p><em>“Você não veio ontem! Não avisou! Voltou hoje como se de nada tivesse acontecido! E ainda se atreve a me perguntar o que aconteceu! Por isso chamo você de folgado(a)”.</em></p>
<p>E aí você se pergunta: “e agora como eu faço? Não resolveu nada o artigo! Deveria ter lido até o final!” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h3><strong>3º passo: Assumir sem se culpar e acolher sem concordar</strong></h3>
<p>Vimos acima o quanto misturamos as palavras do outro e respondemos a elas por uma única e igualmente misturada resposta.</p>
<p>Por exemplo, quando faço este exercício, o que mais ouço, são respostas com o mesmo tom e agressividade: <em>“Mas eu te enviei o e-mail!” (justificativa), “ vc que é folgado e não lê seus e-mails!”(contra-ataque) “Não me fale neste tom!” “ vc que está errado&#8230;” (defensiva) “Entendo o teu ponto mas&#8230;.” (falso acolhimento)&#8230;</em></p>
<p>Acontece que dentro de uma única fala do outro, têm fatos geradores, fatos externos, fatos internos, coisas que você concorda, coisas que discorda, boas notícias e más notícias, etc.</p>
<p>Para desarmar o outro e acelerar as etapas da curva das emoções*, não basta escutar e ter empatia, ainda precisa dar prova de escuta e prova de empatia. É um exercício de discernimento que inicia com a escuta interna.</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQFnFhVzMBjJYg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=nP9-YZ1IeM3zbQ1RjsZLp6ENvcAz6myYM38Y50dV1oc" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQFnFhVzMBjJYg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=nP9-YZ1IeM3zbQ1RjsZLp6ENvcAz6myYM38Y50dV1oc" /></div>
<p>A minha experiência é que nas palavras do outro, procurando bem e exercendo a empatia, em geral encontramos um terreno em comum. O segredo para não cair em oposição é sempre começar acolhendo o outro, reusando trechos de fala exatos do outro, verbalizando a escuta interna de forma não violenta e só depois disso se posicionar de forma assertiva. Isso resulta em inúmeras combinações possíveis, a seguir alguns exemplos:</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQF59Lf68lMdUg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=IAS_4BF-O_vFfnw4WBSEuaxSopwDTwOR_Ow96_ZGo0E" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQF59Lf68lMdUg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=IAS_4BF-O_vFfnw4WBSEuaxSopwDTwOR_Ow96_ZGo0E" /></div>
<p><u>Observação</u>: Quanto mais forte é o acolhimento, tanto mais forte será a escuta do posicionamento.</p>
<p><u>Cuidado</u>: A solução de facilidade é concordar com o outro para se livrar dele. Neste caso, acabamos entrando no viés de assumir se culpando, ou de acolher concordando:<em>“Realmente eu não vim ontem, deveria ter te avisado”/ “Você tem razão”/ “não farei mais” &#8230;.</em></p>
<p>Isso tem a ver com uma frase que viralizou e que, ao meu ver, pode fazer grandes estragos quando mal interpretada:</p>
<blockquote><p>“Você quer ter razão ou ser feliz?”. Muitas vezes eu vi pessoas entregarem a razão para o outro para serem felizes. Para mim, a interpretação é diferente: “É feliz quem entendeu que não há “Razão”, que não há certo e errado, ou seja, que há apenas opiniões diferentes sobre os mesmos fatos”.</p></blockquote>
<p><strong><u>Na prática</u>: </strong>Outro exemplo, imagine que você entregou um trabalho atrasado para um cliente de confiança para o qual você já entregou dezenas de trabalhos, sempre nos prazos e de forma impecável, e que ele lhe fale, no embalo da emoção:</p>
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<p>São inúmeras combinações possíveis, veja dois exemplos, sempre se apoiando nas palavras exatas do outro:</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQG7vCNAyO-JIw/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=FAFayHiNT0epiO9eMT_p51AX5vHDjPOx-Rj1Ln3FVn0" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQG7vCNAyO-JIw/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=FAFayHiNT0epiO9eMT_p51AX5vHDjPOx-Rj1Ln3FVn0" /></div>
<p><u>Resumo da coreografia</u>: quando confrontado com a alteridade, pause, inspire, saia do foco, se descentre para compreender o lugar legítimo de fala do outro, dê uma prova verbal de empatia e acolhimento e só depois volte para o seu centro e se posicione de forma assertiva. Quando exercitado com frequência, este gesto substitui respostas precipitadas e automáticas e faz milagres, experimentem!</p>
<p>*<u>Nota</u>: Nos exemplos acima, enquanto a pessoa estiver do lado esquerdo da curva das emoções, ela não irá escutar a parte azul, apenas a parte verde irá ajudar a fazer com que ela passe do outro lado da curva. De que curva estamos falando? Para saber mais sobre curva de emoções, <a href="https://bit.ly/2VyKAEc" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">veja os demais artigos</a>, ou <a href="http://comunicacaoprodutiva.com.br/escutatoria/a-curva-das-emocoes/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">clique aqui</a></p>
<p>**Imagem: <a href="https://www.linkedin.com/in/renato-waru/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Renato Inacio</a> <a href="http://www.fluencydesign.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Fluencydesign.com.br</a></p>
<p><em><u>Sobre o Autor</u></em>: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-right"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4D12AQG_GdvNfBXrbg/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=iu5LrjFLlZl1Y5gHwR_qZDHT1uYUgudDVGAEnc05nns" alt="thomas brieu - escutatória" width="99" height="115" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4D12AQG_GdvNfBXrbg/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=iu5LrjFLlZl1Y5gHwR_qZDHT1uYUgudDVGAEnc05nns" /></div>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
</div>
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		<title>Como dar provas de empatia, mesmo a distancia, mesmo quando acho que o outro não merece&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 14:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora em períodos de crise, seja natural sentir compaixão e empatia por aqueles que sofrem mais e, consequentemente, presenciemos frequentes cenas de cooperação, de generosidade, a tendência é que, nesses tempos de crise, haja mais demanda por empatia do que oferta de empatia. Usualmente definimos empatia como a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header id="extended-nav" class="extended-nav nav-main-container global-alert-offset-top is-loading-nav" tabindex="-1" role="banner" data-test-main-nav="">
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<p>Embora em períodos de crise, seja natural sentir compaixão e empatia por aqueles que sofrem mais e, consequentemente, presenciemos frequentes cenas de cooperação, de generosidade, a tendência é que, <strong>nesses tempos de crise, haja mais demanda por empatia do que oferta de empatia.</strong></p>
<p>Usualmente definimos empatia como a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. O problema é que essa definição nos coloca diante de dois paradoxos.</p>
<p>O primeiro é que a pandemia tem uma característica singular. Cada um de nós está vivenciando situações totalmente inesperadas, imprevisíveis e inéditas, não em termos da história humana e sim desta geração. Tratam-se de dramas, tragédias, oportunidades individuais que têm, como ponto em comum, o fato de acontecerem pela primeira vez.</p>
<p>Assim sendo como nos colocarmos no lugar do outro se nunca experienciamos algo semelhante? Como demostrarmos empatia de forma sincera e genuína sem que pareça <em>fake</em>? se pessoalmente não passamos, nem de longe, pela experiência do outro?</p>
<p>O segundo paradoxo é que a aplicação literal da definição não funciona quando precisamos dar provas de empatia uma vez que em absoluto, ninguém pode se colocar no lugar do outro e, quando alguém tenta fazê-lo, temos, não raro, a sensação de desconforto ou, até, de invasão de nossa individualidade. Isso ocorre porque <strong>empatia não é identificação</strong>. Empatia não é simpatia.</p>
<p>Por exemplo, quando ouço as expressões <em>“eu sinto que você&#8230;.” / “tenho a certeza de que você&#8230;” / “eu sei que você&#8230;.” / “como você já sabe</em>&#8230;.”, percebo-as como invasivas, porque aquilo que sinto e quero é algo muito íntimo e pessoal; consequentemente, uma voz interna responde: <em>“quem é você para sentir por mim, para ter certezas por mim, para saber por mim?”</em>. Bem assim, quando me dizem:<em> “entendo o seu ponto de vista&#8230;” / “compreendo o que você disse</em>&#8230;”, minha vontade é perguntar: <em>“o que você entendeu? dê-me uma prova de que compreendeu.”.</em></p>
<p>Da mesma maneira, quando aconselhamos, sem que o outro nos tenha pedido (<em>“se eu fosse você&#8230;”</em>), ou sobrepomos nossa história à do outro (“<em>eu</em> <em>também já passei por isso</em>&#8230;.”), corremos o grande risco de deixarmos de ser empáticos, porque assumimos o protagonismo, que deveria ser do outro.</p>
<p>Presenciei, até, uma situação infeliz em um hospital, relacionada a cuidados paliativos. A enfermeira, querendo demostrar empatia a uma mãe, que chorava, desesperada, porque estava perdendo o filho de 28 anos, com câncer, disse: <em>“se eu estivesse no seu lugar, já teria me matado&#8230;”</em>.</p>
<p>Reconheço que, em todos esses casos, existe a intenção empática de se colocar no lugar do outro, infelizmente a intenção não é suficiente na hora de dar provas de empatia.</p>
<p>A boa notícia é que nossa sensibilidade, neurônios espelhos e uma programação ancestral de nosso cérebro fazem com que, mesmo que nossos sentimentos não sejam exatamente os do outro, a situação deste nos afeta, não nos deixa indiferentes. O fato é que somos sensíveis as necessidades do outro e não custa nada acolher e reconhecer elas, nem que seja com palavras.</p>
<h2><strong>E então? Como dar provas de empatia que funcionem?</strong></h2>
<p>Primeiramente, sugiro adotar uma nova definição:</p>
<p><strong><em>“demostrar empatia é fazer com que o outro sinta que suas necessidades foram escutadas e acolhidas, embora nem sempre nos identifiquemos ou concordemos com elas”.</em></strong></p>
<p>Mesmo que o atendimento à necessidade do outro não esteja a nosso alcance, nem sempre dependa de um comportamento nosso, podemos, por meio da precisão e clareza de nossa fala e escuta, mesmo que à distância, dar-lhe provas de empatia, que costumam acontecer quando:</p>
<ul>
<li>Inspiramos antes de responder, além de mostrar que as palavras do outro estão ressoando em nós, é uma maneira de evitar respostas reativas;</li>
<li>adotamos uma postura de abertura física e mental; desenvolvemos nossa curiosidade, interessando-nos genuinamente pela visão alheia; fazendo perguntas abertas, uma de cada vez;</li>
<li>acolhemos as palavras do outro como são, sem concordar nem discordar. Através de uma suspensão temporária do ego e do julgamento;</li>
<li>mencionamos a repercussão que as palavras dele tiveram em nós, através de uma “<u>história personalizada</u>” criada por nós mesmo e que consiste em repetir, ao máximo, as palavras exatas do outro, introduzindo-as por expressões, tais como: <em>“quando você me disse&#8230;., eu me senti&#8230;” / “você falou&#8230;., e eu fiquei&#8230;” / “sinto que eu&#8230;.” / “isso me remete&#8230;.” /</em> <em>“realmente &#8230;” / “faz sentido&#8230;, sobretudo&#8230;.” / “é natural&#8230;.”/ “é legitimo&#8230;, ainda mais que&#8230;.”</em> e a seguir dar prova de escuta contando o impacto que as palavras dele tiveram em nós.</li>
</ul>
<p>Insisto neste aspecto: é a qualidade da história personalizada que acolhe; portanto, não basta responder: <em>“eu sei como é”/ “é verdade” / “concordo” / “compreendo “ / “entendo o seu ponto de vista”..</em>.</p>
<p>Imaginemos que um colaborador seu reclame, com razão, de que não aguenta mais as reuniões &#8220;online&#8221; porque as considera improdutivas. Uma coisa é dizer: <em>“você tem razão</em>” ou “<em>é verdade, também acho</em>”; outra, bem diferente, é contar uma história pessoal: <em>“Quando você me diz que não aguenta mais fazer reuniões virtuais em sua casa, é natural, pois se trata de uma situação nova. De fato, elas podem parecer improdutivas, ainda mais porque a qualidade do som e da imagem falham frequentemente&#8230;.”</em> ou esta: <em>“Quando você me diz que não aguenta mais fazer reuniões virtuais em sua casa, sinto muito e fico com a impressão de que precisamos melhorar, tanto a duração quanto a maneira de conduzi-las; o que você sugere?”</em>.</p>
<p>Por vezes, simples expressões como: <em>“caramba!”</em>,<em> “poxa!”, “não acredito!”</em>, ditas com sinceridade e emoção, constituem provas de escuta e fazem com que o outro se sinta acolhido. Se acolher não significa concordar ou se identificar, talvez você se questione:</p>
<h2><strong>Como discordar de forma empática, sem gerar atritos desnecessários?</strong></h2>
<p>Afirmo que isso é possível:</p>
<ul>
<li>Desde que, primeiramente, tenhamos acolhido a história do outro e oferecido uma prova de escuta, demonstrando, verbalmente, a repercussão que as palavras do outro tiveram em nós.</li>
<li>Desde que substituamos as conjunções adversativas, tais como: <em>“mas”, “no entanto”, “porém”, “contudo”</em>, pelas expressões aditivas: <em>“ao mesmo tempo”, “e”, “por outro lado”, “além disso”, </em>a fim de estabelecermos a transição do acolhimento para o posicionamento.</li>
<li>Desde que substituímos as falas “VOCÊ” com conotação crítica, de acusação e julgamento, por falas “EU” na primeira pessoa. Por exemplo troquemos frases tais como: <em>“não concordo, você está errado&#8230;” / “você não entendeu!” / “eu já te disse!”/ “você precisa entender que&#8230;.”, </em>por estas: <em>“tenho uma opinião diferente&#8230;”/ “enxergo de outra forma&#8230;” </em>/ <em>“preciso ser mais claro&#8230;.” / “deixe-me explicar melhor&#8230;”.</em></li>
</ul>
<p>Isso significa que oferecer empatia não implica sair do palco, para colocar o outro em nosso lugar. Ao contrário, trata-se de conjugar duas histórias, levando em consideração os “quereres” e “sentires”, necessidades e emoções do outro, <u>antes</u> de se posicionar de forma sincera e transparente, mas jamais violenta. Neste momento, talvez você se pergunte:</p>
<h2><strong>Como demostrar empatia, se considero que o outro não precisa ou não merece?</strong></h2>
<p>Para responder-lhe, peço que imagine situações onde você combinou algo, com uma pessoa que não é do seu círculo próximo, e ela não o cumpriu; que imagine que em tempos de confino você possui regras de convívio para sua casa, condomínio, comunidades, e um dos membros passou a desrespeitá-las; ou ainda que você percebeu que alguém mentiu ou o traiu.</p>
<p>Será que, nesses casos, você precisa, mesmo, demostrar empatia? Se, para que o problema seja resolvido, um comportamento especifico do outro se faz necessário, então a minha resposta é &#8220;sim&#8221;. Não adianta mostrar que você tem razão e esperar que ele tome consciência de que está errado, porque não se trata de negociar crenças, mas, sim, comportamentos e obter um determinado resultado. Diante disso, não há melhor ferramenta de engajamento do que a escuta empática na hora de alcançar resultados.</p>
<p>Lembro-me de que, em um “workshop”, uma das participantes (em um dos exercícios que simulavam interação com um revendedor dela, o qual ela achava ser de má-fé) não conseguia deixar de se comunicar com violência. De repente, ela passou a demostrar empatia. Perguntamos: <em>“o que aconteceu?</em>” e ela respondeu: <em>“em vez de imaginar o revendedor de má-fé, passei a considerar exatamente os mesmos fatos e a fazer como se estivesse falando com o meu revendedor favorito</em>”.</p>
<p>Portanto, independentemente do real intento do outro, as dicas são:</p>
<ul>
<li>para obter os resultados desejados, cabe-nos acolher a legitimidade da fala do outro e nos concentrarmos nos fatos, deixando de lado a nossa tendência de atribuirmos más intenções aos outros. Naturalmente isso requer desapego e abandonar uma visão autocentrada do mundo, bem como deixar de levar para o lado pessoal e aceitar que o outro está fazendo o melhor, dentro das limitações dele;</li>
<li>interessar-se pelo outro, mesmo que ele diga o que não queremos ouvir, compreendendo que deve ter motivos legítimos para pensar daquela maneira, lembrando que acolher a estes não significa necessariamente concordar com eles;</li>
<li>antes de rebater (o que constitui nossa tendência natural), inspirar profundamente, escutar e dar provas de escuta.</li>
</ul>
<p>Todas essas reflexões suscitam outro paradoxo, como praticá-las, se, principalmente em épocas de crise, nossas próprias necessidades não são acolhidas?</p>
<h3>Como pedir empatia para nós mesmos?</h3>
<p>O fato é que quanto mais acelerado, quanto mais estressado, quanto mais informado =&gt; menos empáticos e mais indiferentes a dor alheia nos tornamos. Riqueza da informação, sobretudo em períodos de estresse, provoca pobreza da atenção e, consequentemente um declínio da escuta e da empatia.</p>
<p>Em situação de crise, cada um de nós passa pela conhecida curva da emoção, que desperta nossos reflexos mais básicos de sobrevivência, defesa e medo. Assim é natural que diversas questões nos acometam: como lidar com o confinamento? como manter foco com crianças em casa? como ajudar, se estamos impedidos de sair de casa? o que acontecerá com nossas famílias, amigos, empresa, saúde? o que vai acontecer com nossos empregos, metas, planejamento, dívidas? vai passar? sim, mas a que preço? A nossa mente é campeã em se <u>pré</u>-ocupar com aquilo que não tem respostas. Assim, é totalmente natural que tenhamos dificuldades para dormir, para lidar com esse “novo normal” e, sobretudo, para sermos empáticos, porque os reflexos automáticos da sobrevivência traduzem-se em padrões tóxicos de linguagem.</p>
<p>Então, para quem sente falta de empatia e acolhimento, menciono, abaixo, duas dicas.</p>
<ul>
<li>É preciso dar para receber. Convites do gênero “coloque-se em meu lugar” não funcionam. Empatia se oferece, não se pede. Ela obedece à lei da reciprocidade, uma das mais universais.</li>
<li>Assim, para que você se sinta escutado e acolhido, não espere que o outro adivinhe suas necessidades e emoções; ao contrário, verbalize, de forma clara e não violenta, o comportamento que espera do outro; desse modo, estará oferecendo insumos e matéria-prima para que ele possa demostrar empatia para você.</li>
</ul>
<p>Em tempos de crise e carência, mesmo que nos possamos sentir impotentes frente aos acontecimentos externos, <strong>dar provas verbais de empatia faz toda a diferença, semeia leveza em ambientes pesados, provoca engajamento, boa vontade e dissolve resistências</strong>. Além disso, não custa nada; basta inspirar profundamente antes de falar (isso impede o surgimento de respostas automáticas) e elaborar uma prova de escuta, sob a forma de uma história acolhedora e personalizada.</p>
<p>Eis meu convite: que tal demostrar empatia à distância, sem contato físico, para nossos pares, colegas de trabalho, familiares, mesmo quando achamos que estamos todos “igualmente vítimas” da mesma situação? Que tal demostrar empatia mesmo para aqueles que acho que não precisam ou não merecem, mesmo quando ela é o que mais nos faz falta, mesmo quando nossas necessidades básicas não são atendidas?</p>
<p>Sobre o Autor: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
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		<title>Design de Conversas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Feb 2020 13:57:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na palestra que realizei na HSM Expo 2019 sobre o tema de Escutatória &#038; padrões de linguagem cooperativos ao convite do SESCOOP nacional, tive a oportunidade de beneficiar do trabalho maravilhoso da equipe de designdeconversas.com.br . Compartilho aqui o resumo do infografico que realizaram em tempo real durante a palestra. Dizem que uma imagem vale [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na palestra que realizei na HSM Expo 2019 sobre o tema de Escutatória &#038; padrões de linguagem cooperativos ao convite do SESCOOP nacional, tive a oportunidade de beneficiar do trabalho maravilhoso da equipe de designdeconversas.com.br . Compartilho aqui o resumo do infografico que realizaram em tempo real durante a palestra. Dizem que uma imagem vale mil palavras, e quando mistura imagens e palavras? </p>
<p>Obs. Para aumentar a imagem, clicar com o botão direito do mouse em &#8220;abrir a imagem em uma nova guia&#8221;</p>
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		<title>3 tendências naturais que atrapalham nossos relacionamentos e resultados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2019 13:20:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="ember5549" class="ember-view">
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<p>Como organismos vivos, somos fruto de milhões de anos de evolução, durante os quais o cérebro, para sobreviver, exercitou uma maneira binaria de escutar, classificando tudo o que se ouve em duas categorias, essencialmente: risco ou oportunidade. E a cada vez que percebe um risco, reage por meio de um destes três reflexos: atacar, fugir ou congelar.</p>
<p>A linguagem surgiu há aproximadamente 100.000 anos; com ela, a necessidade de uma escuta mais sofisticada e elaborada. Embora pareça muito distante, esse período é recente, se considerada a escala da evolução humana. Costumo dizer que nos encontramos, ainda, na pré-história da comunicação.</p>
<p>Observei e constatei, ao longo de minha pesquisa sobre escutatória, o quanto esses três reflexos continuam onipresentes na comunicação e dificultam nossos relacionamentos e resultados, embora a intenção seja sempre positiva: a nossa sobrevivência.</p>
<p>Não me refiro aqui a situações evidentes de conflitos, de comunicação violenta ou de vitimização. Chamo a atenção para as inúmeras conversas do nosso dia a dia, aquelas que, embora pareçam anódinas, educadas e tranquilas, carregam, em si, o efeito tóxico dos reflexos reptilianos e acabam gerando, em pequenas doses, cortisol e adrenalina, os quais, acumulados, alimentam o “stress” crônico.</p>
<p>Ainda que, atualmente, não corramos mais os riscos de vida que estruturaram o cérebro ao longo da evolução, qualquer ameaça às nossas autoimagem e reputação, aos nossos planejamento e planos, às pessoas que amamos, às nossas crenças e opiniões continua desencadeando as respostas automáticas às quais nos estamos referindo.</p>
<p>O interessante é que cada um dos três reflexos reptilianos se manifesta verbalmente por meio de padrões de linguagens específicos, que costumo organizar em três tendências naturais:</p>
<p>i)                   querer ter razão (atacar/se defender);</p>
<p>ii)                  pensar pelo outro (congelar) e</p>
<p>iii)                se diminuir (fugir).</p>
<p>É claro que a fronteira entre cada uma delas é tênue e que, a depender do tom e contexto, uma mesma fala pode se enquadrar em uma ou outra ou, ainda, em duas delas.</p>
<p>Essas tendências causam-nos embaraços, porque o efeito da comunicação, nesses casos, não reflete nossa intenção genuína. Acredito sinceramente que ninguém queira, conscientemente, pensar pelo outro, mostrar que o outro está errado cada vez que tiver uma opinião diferente, ou, ainda, se diminuir; entretanto, é exatamente isso que ocorre incessantemente na comunicação, como resultado de nossa programação para a sobrevivência.</p>
<p>Vejamos, a seguir, alguns exemplos, mas, cuidado: a adoção desses padrões de linguagem não significa que sejamos prepotentes, submissos, ou que não nos preocupemos com o outro. Eles não refletem nossas intenções; estou apenas considerando o impacto sutil que possam acarretar na outra pessoa.</p>
<p><strong>1 &#8211; Atacar: tendência natural a querer ter razão</strong></p>
<p>Em minha opinião, ela é consequência do reflexo “atacar/defender”. Acontece quando nos colocamos acima do outro, quando queremos ser os donos da razão, ou adotamos uma posição dominante ou de superioridade (a análise transacional a descreve como uma relação “+/-“ ou “pai-criança”).</p>
<p>Quem não se surpreendeu escutando apenas para achar uma falha de raciocínio na fala do outro? Quem não o interrompeu, quando ele diz algo com que não se concorda ou que fere a própria visão do mundo?</p>
<p>O problema não é o fato de ter razão ou não, mesmo porque, na comunicação produtiva, no embate, não existe certo e errado; existem apenas de pontos de vista diferentes. Inclusive, o fato de colocar a própria opinião contra a do outro é uma maneira de existir, porque faz parte da construção da individualidade. A dialética, desde sempre, é fonte de evolução e inovação. O problema surge quando colocamos nossa visão <strong><u>antes</u></strong> de levar em consideração o ponto de vista do outro, o que se chama “padrão de linguagem de oposição”.</p>
<p>Essa tendência manifesta-se cada vez que:</p>
<ul>
<li>começamos a nossa fala por <em>“Veja bem&#8230;”, “Na verdade&#8230;”, “Então&#8230;”, “Não é bem assim&#8230;”, “Mas&#8230;”, “A verdade é que&#8230;”, “De forma nenhuma&#8230;”, “Imagina&#8230;”</em>;</li>
<li>usamos expressões como <em>“Entendo seu ponto de vista, mas&#8230;”, “Compreendo isso, mas&#8230;”</em>;</li>
<li>queremos convencer, persuadir, rebatemos com respostas prontas, identificamo-nos com nossas ideias e palavras, adotamos posturas defensivas, acusamos e comparamos;</li>
<li>queremos levar alguém a algum lugar sem mencionar aonde, bem como a dizer ou fazer algo, sem esclarecer o quê (esse comportamento de omitir ou deixar informações subentendidas pode ser considerado uma micromanipulação);</li>
<li>negociamos crenças, ao invés de comportamentos, empregando: <em>“Quero que você entenda&#8230;., que concorde&#8230;, que perceba&#8230;“</em>; por exemplo, <em>“Preciso que você entenda que é muito mal-educado chegar atrasado.”</em> (crença), ao invés de <em>“Preciso que você chegue no horário.”</em> (comportamento).</li>
</ul>
<p>A depender do contexto, revela-se também quando:</p>
<ul>
<li>oferecemos nossa ajuda ou um conselho, mesmo que não solicitado, porque, a depender de como o fizermos, corremos o risco de nos colocarmos, mesmo que sutilmente, acima do interlocutor;</li>
<li>Usamos certo tipo de sentido de humor.</li>
</ul>
<p>Surpreendentemente, oposições podem ser feitas com amor. Lembro-me de que, na noite anterior a meu primeiro vestibular, minha mãe entrou em meu quarto e logo comecei a desabafar: <em>“Vai dar tudo errado, não entra mais nada na minha cabeça, não aguento mais, não sou feito para isso, etc&#8230; etc&#8230;”</em>.</p>
<p>Amorosamente, ela me respondeu: “<em>Que nada, vai dar tudo certo, você vai dar conta, você é capaz; vai dormir, que é a melhor coisa que você pode fazer agora.”. </em> Mesmo que essa frase tenha sido dita com a melhor das intenções, lembro-me dela até hoje, porque foi muito violenta para mim, uma vez que não me senti acolhido. Se minha mãe tivesse dito : <em>“É natural que você ache que vai dar tudo errado, que não cabe mais nada na sua cabeça, principalmente porque esse é o seu primeiro vestibular; agora, como já passei por isso, sei que a melhor coisa que você pode fazer é ir dormir&#8230;”. </em>Dessa segunda forma, eu teria sentido que meus argumentos foram escutados, acolhidos e não me lembraria desse fato até hoje, não me lembraria mais desse fato e não o estaria utilizando como exemplo de oposição, até hoje.”</p>
<p>Enfim, paradoxalmente, mesmo as boas intenções produzem inúmeras e diárias micro-oposições, as quais geram desgaste e “stress” em nossos relacionamentos.</p>
<p><strong>2 – Congelar: tendência natural a querer pensar pelo outro</strong></p>
<p>Adotamos essa tendência a cada vez que deixamos de investigar as palavras do outro e, embora o respeitemos, não nos interessamos genuinamente por ele. A meu ver, essa tendência é consequência do reflexo “congelar”, porque nos torna indiferentes ao outro e, consequentemente, impede que nos movimentemos em direção a ele (a análise transacional a descreve como uma relação “-/-”).</p>
<p>Quem não se surpreendeu terminando a fala do interlocutor, colocando as próprias palavras na boca do outro? Assim, quanto mais conhecemos alguém, menos o escutamos, porque “adivinhamos” o que ele iria dizer&#8230; E continuamos a conversa, achando que, obviamente, estamos falando da mesma coisa. Infelizmente, consideramos evidentes muitas coisas que não o são&#8230; Habitualmente, essa tendência manifesta-se quando:</p>
<ul>
<li>construímos dois monólogos em vez de um diálogo (ou seja, participamos de uma conversa de surdos);</li>
<li>estamos tão cheios de nós mesmos que não deixamos espaço para a história do outro;</li>
<li>apagamos o interlocutor de nossa fala, quando poderíamos torná-lo o sujeito da ação;</li>
<li>generalizamos, supomos, inferimos, utilizando expressões como: <em>“Tenho certeza de que você..”, “Você vai gostar&#8230;”, “Sinto que você&#8230;”, “Como você já sabe&#8230;”</em>;</li>
<li>empregamos pronomes indefinidos (“isso”, por exemplo), que tornam a comunicação imprecisa. Eles podem significar muitas coisas, ainda mais quando se referem a uma fala anterior muito longa, na qual há argumentos com os quais concordamos ou não, além de boas ou más notícias. Passo grande parte de meus treinamentos perguntando: “<em>Isso? o quê?”</em>;</li>
<li>metralhamos nosso interlocutor com perguntas fechadas, como se tentássemos inserir a história dele em nossa visão do mundo, conduzindo-o ao papel passivo de apenas responder “sim” ou “não”. Tenho a impressão que a nossa mente evita as questões abertas, a fim de economizar energia e de não se ariscar a escutar o que não quer. Entretanto, se fizermos perguntas abertas, convidaremos o outro a subir ao palco conosco, para nos contar a própria história. A solução muitas vezes está no raciocínio do outro, e a chave para acesso a ele são, justamente, as perguntas abertas.</li>
</ul>
<p>Por exemplo, se eu peço, a um vendedor, um carro econômico e recebo estas respostas: <em>“Ótimo, tenho o que você precisa!”, “Tenho certeza de que vai gostar!”, “Veio ao lugar certo!”, “Deixe-me mostrar nosso modelo ‘xpto’”, “É para usar a trabalho?”</em>, ele se posiciona como o protagonista, sobrepondo a história dele à minha, pois declara possuir a solução que vai me agradar&#8230; Tratam-se de muitas inferências, percebidas, por mim, como invasivas.</p>
<p>O fato é que uma mesma palavra pode significar realidade diferentes: neste caso econômico em combustível? no valor da parcela? no preço à vista? no comparativo da revista&#8230;?</p>
<p>O óbvio precisa ser dito e investigado. Assim, o vendedor teria ganhado uma oportunidade de me colocar no palco e, portanto, de me tornar protagonista, se tivesse perguntado: <em>“Me diga, o que é econômico para você?”</em> ou ainda <em>“Que tipo de economia você espera?”</em></p>
<p><strong>3 – Fugir: tendência natural a se diminuir</strong></p>
<p>Também temos tendência a nos colocarmos em posição de submissão, inferior à do outro (a análise transacional a descreve como relação “-/+”). A meu ver, ela é consequência do reflexo “fugir”. Manifesta-se, por exemplo, quando:</p>
<ul>
<li>empregamos (com o objetivo de sermos corteses) verbos com as terminações “ia”: <em>“queria”, “gostaria”, </em>ao invés de<em> </em>usarmos o indicativo ou o imperativo;</li>
<li>agradecemos em excesso e não de forma específica;</li>
<li>usamos diminutivos, como: <em>“queria falar um pouquinho&#8230;”</em>;</li>
<li>usamos <em>“penso&#8230;”, </em> <em>“acho&#8230;”</em>, em vez de assumir nossas opiniões;</li>
<li>dizemos “<em>desculpe</em>”, em vez de <em>“sinto muito”</em>;</li>
<li>recorremos a uma autoridade para justificar nossos pedidos, em frases como: <em>“Preciso que você chegue no horário, porque o patrão fez um comentário sobre sua pontualidade hoje.</em>” (ao invés de dizer, simplesmente: “Você precisa ser pontual.”), ou, ainda, quando a autoridade é indeterminada: <em>“Seria importante que você&#8230;”, “Você tem que&#8230;”, “A empresa quer&#8230;”</em>;</li>
<li>empregamos “<em>a gente</em>” ou “<em>nós</em>” no lugar de “você” e “eu”, o que torna, indefinidos e confusos, os papéis de cada um. Quantas vezes flagrei-me dizendo, a minha assistente: <em>“A gente precisa organizar a lista de clientes.”</em>, quando o correto seria: <em>“Preciso que você organize a lista de clientes.”</em>;</li>
<li>nos colocamos no lugar de vítima ou de coitadinho(a);</li>
<li>e, sobretudo, argumentamos antes da hora, porque justificativas são argumentos que não foram pedidos e justificativas não solicitadas enfraquecem nosso discurso.</li>
</ul>
<p>Indiretamente (e embora não seja essa a nossa intenção), esse comportamento remete o outro a uma posição de superioridade.</p>
<p><strong>E agora?</strong></p>
<p>A complexidade da nossa realidade exige respostas mais sutis e menos automáticas. Nossa intenção não é suficiente, precisamos nos responsabilizar pelo impacto da comunicação no outro.</p>
<p>A boa notícia é que, para cada padrão de linguagem não produtivo, existe uma alternativa que pode construir uma comunicação mais eficiente, menos violenta e que reflita melhor o que realmente queremos e sentimos.</p>
<p>Assim, o fato de poder reconhecer esses padrões de linguagem é uma fantástica oportunidade para o “autoflagrante”, para sair do automático e adotar uma comunicação em que ambos os interlocutores se sintam igualmente protagonistas.</p>
<p>Como nos lembra Viktor Frankl, “entre o estímulo e a resposta, existe um espaço e neste espaço reside o nosso poder de escolha. E da nossa resposta depende o nosso crescimento e a nossa liberdade”. Para mim, esse espaço é o tempo de uma inspiração, a qual possibilita que a informação saia de nosso cérebro límbico (ou reptiliano) e chegue ao córtex pré-frontal, onde residem a empatia e o raciocínio.</p>
<p>Em um mundo polarizado, em que a escuta e a fala constituem as principais ferramentas de trabalho, vejo a oportunidade de fazer com que nossos diálogos reflitam o interesse genuíno pelas opiniões e visões alheias, criem soluções oriundas da diversidade e, dessa forma, se situem além do simples respeito à diferença. Se assim agirmos, poderemos evitar que a violência física se instale como resposta à falta de comunicação.</p>
<p>*Ilustração: Sara Cecin @saracecin</p>
<p><em><u>Sobre o Autor</u></em>: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
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