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	<title>escuta &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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	<description>Escutat&#243;ria Do It</description>
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	<title>escuta &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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		<title>Assista a palestra da Pauline Charoki na PUC-SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pauline Charoki]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 19:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação assertiva]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação não violenta]]></category>
		<category><![CDATA[empatia assertiva]]></category>
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					<description><![CDATA[ASSUNTO da PALESTRA &#8211; Fono em Foco no dia 21/08/2024 na PUC- SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) As chaves da empatia assertiva para mais engajamento e produtividade O que foi abordado: O que precisa saber e desconstruir: Quais paradigmas precisamos quebrar nos nossos relacionamentos e comunicação? Por que não escutamos? Como escutamos em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">ASSUNTO da PALESTRA &#8211; Fono em Foco no dia 21/08/2024 na PUC- SP (<b>Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)</b><br />
As chaves da <strong>empatia assertiva</strong> para mais <strong>engajamento</strong> e <strong>produtividade</strong></p>
<p dir="ltr">O que foi abordado:</p>
<ol>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr" role="presentation">O que precisa saber e desconstruir:<br />
Quais paradigmas precisamos quebrar nos nossos relacionamentos e <strong>comunicação</strong>? Por que não escutamos? Como escutamos em geral?</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr" role="presentation">O que precisa reaprender e qual caminho:<br />
Inteligência emocional, autorresponsabilidade, os 4 passos da investigação da <strong>Comunicação não violenta</strong> (CNV)</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr" role="presentation">Como transformar palavras em ação?<br />
Quais são as fontes de autoridade, como exercer uma liderança transformacional em um mundo VUCA e BANI, a <strong>escutatória</strong> como meta competência para mais engajamento e produtividade, como ser empático e assertivo ao mesmo tempo, dica de comunicação produtiva.</p>
</li>
</ol>
<p dir="ltr">Sobre a importância desse tema:</p>
<p dir="ltr">Hoje e principalmente para sua carreira, conhecer e praticar as técnicas da escutatória (que vão além da escuta ativa) representam uma das habilidades mais procuradas e valorizadas. Isso porque o mundo está carente de pessoas e organizações que saibam escutar, lidar com opiniões diferentes e partilhar novas realidades. Escutar conecta e abre espaços de criatividade, autenticidade e liberdade!</p>
<p>Nesta palestra, a Pauline Charoki traz consciência sobre o que nos impede de escutar e nos comunicar de forma produtiva, mostra o caminho para desenvolver essa soft skill catalisadora de engajamento e produtividade e, por fim, dá dicas valiosas para transformar palavras em ação.</p>
<p dir="ltr">Um momento provocador, disruptivo e motivacional para transformar sua jornada como profissional e pessoa!</p>
<p dir="ltr">Sobre a palestrante:</p>
<p dir="ltr">Pauline Charoki, francesa, mestre em direito, educadora e empreendedora. Nasceu na França e está no Brasil há 17 anos. Dirigiu durante 12 anos um instituto de formação acadêmico e profissional, onde liderou mais de 150 pessoas e formou milhares de alunos.</p>
<p>Com essa bagagem e através de cursos, estudos e vivências na França e no Brasil, se formou em Inteligência relacional, ensinando temas como: Comunicação Não Violenta (CNV), Escutatória, Comunicação produtiva, Liderança, Feedbacks, Negociação e Gestão de conflitos.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, Palestrante, Professora da disciplina Escuta estratégica e Empatia assertiva na <span class="il">PUC</span> Minas e Instrutora de treinamento corporativo da Do It, instituto focado em escutatória e liderança humanizada e transformacional.</p>
<p dir="ltr">ACESSE AQUI: <a href="https://www.youtube.com/live/UwyGfp2txhg">https://www.youtube.com/live/UwyGfp2txhg</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como dar provas de empatia, mesmo a distancia, mesmo quando acho que o outro não merece&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 14:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[inteligenciaemocional]]></category>
		<category><![CDATA[objeções]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora em períodos de crise, seja natural sentir compaixão e empatia por aqueles que sofrem mais e, consequentemente, presenciemos frequentes cenas de cooperação, de generosidade, a tendência é que, nesses tempos de crise, haja mais demanda por empatia do que oferta de empatia. Usualmente definimos empatia como a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<header id="extended-nav" class="extended-nav nav-main-container global-alert-offset-top is-loading-nav" tabindex="-1" role="banner" data-test-main-nav="">
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<div class="reader-article-content" dir="ltr">
<p>Embora em períodos de crise, seja natural sentir compaixão e empatia por aqueles que sofrem mais e, consequentemente, presenciemos frequentes cenas de cooperação, de generosidade, a tendência é que, <strong>nesses tempos de crise, haja mais demanda por empatia do que oferta de empatia.</strong></p>
<p>Usualmente definimos empatia como a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. O problema é que essa definição nos coloca diante de dois paradoxos.</p>
<p>O primeiro é que a pandemia tem uma característica singular. Cada um de nós está vivenciando situações totalmente inesperadas, imprevisíveis e inéditas, não em termos da história humana e sim desta geração. Tratam-se de dramas, tragédias, oportunidades individuais que têm, como ponto em comum, o fato de acontecerem pela primeira vez.</p>
<p>Assim sendo como nos colocarmos no lugar do outro se nunca experienciamos algo semelhante? Como demostrarmos empatia de forma sincera e genuína sem que pareça <em>fake</em>? se pessoalmente não passamos, nem de longe, pela experiência do outro?</p>
<p>O segundo paradoxo é que a aplicação literal da definição não funciona quando precisamos dar provas de empatia uma vez que em absoluto, ninguém pode se colocar no lugar do outro e, quando alguém tenta fazê-lo, temos, não raro, a sensação de desconforto ou, até, de invasão de nossa individualidade. Isso ocorre porque <strong>empatia não é identificação</strong>. Empatia não é simpatia.</p>
<p>Por exemplo, quando ouço as expressões <em>“eu sinto que você&#8230;.” / “tenho a certeza de que você&#8230;” / “eu sei que você&#8230;.” / “como você já sabe</em>&#8230;.”, percebo-as como invasivas, porque aquilo que sinto e quero é algo muito íntimo e pessoal; consequentemente, uma voz interna responde: <em>“quem é você para sentir por mim, para ter certezas por mim, para saber por mim?”</em>. Bem assim, quando me dizem:<em> “entendo o seu ponto de vista&#8230;” / “compreendo o que você disse</em>&#8230;”, minha vontade é perguntar: <em>“o que você entendeu? dê-me uma prova de que compreendeu.”.</em></p>
<p>Da mesma maneira, quando aconselhamos, sem que o outro nos tenha pedido (<em>“se eu fosse você&#8230;”</em>), ou sobrepomos nossa história à do outro (“<em>eu</em> <em>também já passei por isso</em>&#8230;.”), corremos o grande risco de deixarmos de ser empáticos, porque assumimos o protagonismo, que deveria ser do outro.</p>
<p>Presenciei, até, uma situação infeliz em um hospital, relacionada a cuidados paliativos. A enfermeira, querendo demostrar empatia a uma mãe, que chorava, desesperada, porque estava perdendo o filho de 28 anos, com câncer, disse: <em>“se eu estivesse no seu lugar, já teria me matado&#8230;”</em>.</p>
<p>Reconheço que, em todos esses casos, existe a intenção empática de se colocar no lugar do outro, infelizmente a intenção não é suficiente na hora de dar provas de empatia.</p>
<p>A boa notícia é que nossa sensibilidade, neurônios espelhos e uma programação ancestral de nosso cérebro fazem com que, mesmo que nossos sentimentos não sejam exatamente os do outro, a situação deste nos afeta, não nos deixa indiferentes. O fato é que somos sensíveis as necessidades do outro e não custa nada acolher e reconhecer elas, nem que seja com palavras.</p>
<h2><strong>E então? Como dar provas de empatia que funcionem?</strong></h2>
<p>Primeiramente, sugiro adotar uma nova definição:</p>
<p><strong><em>“demostrar empatia é fazer com que o outro sinta que suas necessidades foram escutadas e acolhidas, embora nem sempre nos identifiquemos ou concordemos com elas”.</em></strong></p>
<p>Mesmo que o atendimento à necessidade do outro não esteja a nosso alcance, nem sempre dependa de um comportamento nosso, podemos, por meio da precisão e clareza de nossa fala e escuta, mesmo que à distância, dar-lhe provas de empatia, que costumam acontecer quando:</p>
<ul>
<li>Inspiramos antes de responder, além de mostrar que as palavras do outro estão ressoando em nós, é uma maneira de evitar respostas reativas;</li>
<li>adotamos uma postura de abertura física e mental; desenvolvemos nossa curiosidade, interessando-nos genuinamente pela visão alheia; fazendo perguntas abertas, uma de cada vez;</li>
<li>acolhemos as palavras do outro como são, sem concordar nem discordar. Através de uma suspensão temporária do ego e do julgamento;</li>
<li>mencionamos a repercussão que as palavras dele tiveram em nós, através de uma “<u>história personalizada</u>” criada por nós mesmo e que consiste em repetir, ao máximo, as palavras exatas do outro, introduzindo-as por expressões, tais como: <em>“quando você me disse&#8230;., eu me senti&#8230;” / “você falou&#8230;., e eu fiquei&#8230;” / “sinto que eu&#8230;.” / “isso me remete&#8230;.” /</em> <em>“realmente &#8230;” / “faz sentido&#8230;, sobretudo&#8230;.” / “é natural&#8230;.”/ “é legitimo&#8230;, ainda mais que&#8230;.”</em> e a seguir dar prova de escuta contando o impacto que as palavras dele tiveram em nós.</li>
</ul>
<p>Insisto neste aspecto: é a qualidade da história personalizada que acolhe; portanto, não basta responder: <em>“eu sei como é”/ “é verdade” / “concordo” / “compreendo “ / “entendo o seu ponto de vista”..</em>.</p>
<p>Imaginemos que um colaborador seu reclame, com razão, de que não aguenta mais as reuniões &#8220;online&#8221; porque as considera improdutivas. Uma coisa é dizer: <em>“você tem razão</em>” ou “<em>é verdade, também acho</em>”; outra, bem diferente, é contar uma história pessoal: <em>“Quando você me diz que não aguenta mais fazer reuniões virtuais em sua casa, é natural, pois se trata de uma situação nova. De fato, elas podem parecer improdutivas, ainda mais porque a qualidade do som e da imagem falham frequentemente&#8230;.”</em> ou esta: <em>“Quando você me diz que não aguenta mais fazer reuniões virtuais em sua casa, sinto muito e fico com a impressão de que precisamos melhorar, tanto a duração quanto a maneira de conduzi-las; o que você sugere?”</em>.</p>
<p>Por vezes, simples expressões como: <em>“caramba!”</em>,<em> “poxa!”, “não acredito!”</em>, ditas com sinceridade e emoção, constituem provas de escuta e fazem com que o outro se sinta acolhido. Se acolher não significa concordar ou se identificar, talvez você se questione:</p>
<h2><strong>Como discordar de forma empática, sem gerar atritos desnecessários?</strong></h2>
<p>Afirmo que isso é possível:</p>
<ul>
<li>Desde que, primeiramente, tenhamos acolhido a história do outro e oferecido uma prova de escuta, demonstrando, verbalmente, a repercussão que as palavras do outro tiveram em nós.</li>
<li>Desde que substituamos as conjunções adversativas, tais como: <em>“mas”, “no entanto”, “porém”, “contudo”</em>, pelas expressões aditivas: <em>“ao mesmo tempo”, “e”, “por outro lado”, “além disso”, </em>a fim de estabelecermos a transição do acolhimento para o posicionamento.</li>
<li>Desde que substituímos as falas “VOCÊ” com conotação crítica, de acusação e julgamento, por falas “EU” na primeira pessoa. Por exemplo troquemos frases tais como: <em>“não concordo, você está errado&#8230;” / “você não entendeu!” / “eu já te disse!”/ “você precisa entender que&#8230;.”, </em>por estas: <em>“tenho uma opinião diferente&#8230;”/ “enxergo de outra forma&#8230;” </em>/ <em>“preciso ser mais claro&#8230;.” / “deixe-me explicar melhor&#8230;”.</em></li>
</ul>
<p>Isso significa que oferecer empatia não implica sair do palco, para colocar o outro em nosso lugar. Ao contrário, trata-se de conjugar duas histórias, levando em consideração os “quereres” e “sentires”, necessidades e emoções do outro, <u>antes</u> de se posicionar de forma sincera e transparente, mas jamais violenta. Neste momento, talvez você se pergunte:</p>
<h2><strong>Como demostrar empatia, se considero que o outro não precisa ou não merece?</strong></h2>
<p>Para responder-lhe, peço que imagine situações onde você combinou algo, com uma pessoa que não é do seu círculo próximo, e ela não o cumpriu; que imagine que em tempos de confino você possui regras de convívio para sua casa, condomínio, comunidades, e um dos membros passou a desrespeitá-las; ou ainda que você percebeu que alguém mentiu ou o traiu.</p>
<p>Será que, nesses casos, você precisa, mesmo, demostrar empatia? Se, para que o problema seja resolvido, um comportamento especifico do outro se faz necessário, então a minha resposta é &#8220;sim&#8221;. Não adianta mostrar que você tem razão e esperar que ele tome consciência de que está errado, porque não se trata de negociar crenças, mas, sim, comportamentos e obter um determinado resultado. Diante disso, não há melhor ferramenta de engajamento do que a escuta empática na hora de alcançar resultados.</p>
<p>Lembro-me de que, em um “workshop”, uma das participantes (em um dos exercícios que simulavam interação com um revendedor dela, o qual ela achava ser de má-fé) não conseguia deixar de se comunicar com violência. De repente, ela passou a demostrar empatia. Perguntamos: <em>“o que aconteceu?</em>” e ela respondeu: <em>“em vez de imaginar o revendedor de má-fé, passei a considerar exatamente os mesmos fatos e a fazer como se estivesse falando com o meu revendedor favorito</em>”.</p>
<p>Portanto, independentemente do real intento do outro, as dicas são:</p>
<ul>
<li>para obter os resultados desejados, cabe-nos acolher a legitimidade da fala do outro e nos concentrarmos nos fatos, deixando de lado a nossa tendência de atribuirmos más intenções aos outros. Naturalmente isso requer desapego e abandonar uma visão autocentrada do mundo, bem como deixar de levar para o lado pessoal e aceitar que o outro está fazendo o melhor, dentro das limitações dele;</li>
<li>interessar-se pelo outro, mesmo que ele diga o que não queremos ouvir, compreendendo que deve ter motivos legítimos para pensar daquela maneira, lembrando que acolher a estes não significa necessariamente concordar com eles;</li>
<li>antes de rebater (o que constitui nossa tendência natural), inspirar profundamente, escutar e dar provas de escuta.</li>
</ul>
<p>Todas essas reflexões suscitam outro paradoxo, como praticá-las, se, principalmente em épocas de crise, nossas próprias necessidades não são acolhidas?</p>
<h3>Como pedir empatia para nós mesmos?</h3>
<p>O fato é que quanto mais acelerado, quanto mais estressado, quanto mais informado =&gt; menos empáticos e mais indiferentes a dor alheia nos tornamos. Riqueza da informação, sobretudo em períodos de estresse, provoca pobreza da atenção e, consequentemente um declínio da escuta e da empatia.</p>
<p>Em situação de crise, cada um de nós passa pela conhecida curva da emoção, que desperta nossos reflexos mais básicos de sobrevivência, defesa e medo. Assim é natural que diversas questões nos acometam: como lidar com o confinamento? como manter foco com crianças em casa? como ajudar, se estamos impedidos de sair de casa? o que acontecerá com nossas famílias, amigos, empresa, saúde? o que vai acontecer com nossos empregos, metas, planejamento, dívidas? vai passar? sim, mas a que preço? A nossa mente é campeã em se <u>pré</u>-ocupar com aquilo que não tem respostas. Assim, é totalmente natural que tenhamos dificuldades para dormir, para lidar com esse “novo normal” e, sobretudo, para sermos empáticos, porque os reflexos automáticos da sobrevivência traduzem-se em padrões tóxicos de linguagem.</p>
<p>Então, para quem sente falta de empatia e acolhimento, menciono, abaixo, duas dicas.</p>
<ul>
<li>É preciso dar para receber. Convites do gênero “coloque-se em meu lugar” não funcionam. Empatia se oferece, não se pede. Ela obedece à lei da reciprocidade, uma das mais universais.</li>
<li>Assim, para que você se sinta escutado e acolhido, não espere que o outro adivinhe suas necessidades e emoções; ao contrário, verbalize, de forma clara e não violenta, o comportamento que espera do outro; desse modo, estará oferecendo insumos e matéria-prima para que ele possa demostrar empatia para você.</li>
</ul>
<p>Em tempos de crise e carência, mesmo que nos possamos sentir impotentes frente aos acontecimentos externos, <strong>dar provas verbais de empatia faz toda a diferença, semeia leveza em ambientes pesados, provoca engajamento, boa vontade e dissolve resistências</strong>. Além disso, não custa nada; basta inspirar profundamente antes de falar (isso impede o surgimento de respostas automáticas) e elaborar uma prova de escuta, sob a forma de uma história acolhedora e personalizada.</p>
<p>Eis meu convite: que tal demostrar empatia à distância, sem contato físico, para nossos pares, colegas de trabalho, familiares, mesmo quando achamos que estamos todos “igualmente vítimas” da mesma situação? Que tal demostrar empatia mesmo para aqueles que acho que não precisam ou não merecem, mesmo quando ela é o que mais nos faz falta, mesmo quando nossas necessidades básicas não são atendidas?</p>
<p>Sobre o Autor: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
</div>
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			</item>
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		<title>Validar é o mesmo que convencer? O que nos impede de entender realmente o cliente?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2017 22:44:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[convencimento]]></category>
		<category><![CDATA[design thinking]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas fechadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nossa convicção e nossa forma de perguntar podem estar nos impedindo de ouvir. A palavra “validação” está cada vez mais presente no dia a dia dos projetos. Validam-se ideias, propostas, conceitos. Validar significa “tornar válido”. No Design Thinking, validar implica em dizer que o cliente aprovou sua abordagem, seja para o modelo de negócio, seja [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa convicção e nossa forma de perguntar podem estar nos impedindo de ouvir.</p>
<p>A palavra “validação” está cada vez mais presente no dia a dia dos projetos. Validam-se ideias, propostas, conceitos.</p>
<p>Validar significa “tornar válido”. No <em>Design Thinking</em>, validar implica em dizer que o cliente aprovou sua abordagem, seja para o modelo de negócio, seja para uma interface de software, seja para o preço alvo de um determinado produto ou serviço ou qualquer elemento da sua proposta de valor.</p>
<p>Ao dizer que a aprovação emana do cliente, torna-se clara a participação ativa deste cliente no processo. Precisamos escutá-lo, observá-lo atentamente, para perceber até mesmo as palavras não ditas. É preciso captar a emoção do cliente diante de uma fala ou de uma imagem apresentada.</p>
<p>Mas validar não é convencer. Se validar requer tanta energia, é sinal que sua abordagem não é valorosa por si só, pelo menos não para o seu interlocutor, que neste processo representa um público alvo. Peter Druker afirmou que “A meta (do marketing) é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e se venda por si só.” Isto quer dizer que seu grande esforço para convencimento significa que o cliente não se enxergou usando seu produto/serviço. Ele não percebeu valor na sua proposta.</p>
<p>A questão é que para entender o que é valor para o cliente, é preciso ouvir ao invés de falar. Mas desde pequenos somos treinados para falar, não para ouvir. Somos forçados a falar em público nas apresentações dos trabalhos na escola e na faculdade. Somos aplaudidos pela apresentação de música ou de dança. Um troféu é dado à criança que melhor declama uma poesia. Mas não há prêmio para quem sabe escutar. Não há aplauso para quem, ao invés de respostas, só tem perguntas. Somos, portanto, moldados para falar, para convencer, mas não para escutar.</p>
<p>Vejamos algumas práticas que nos impedem de entender o ponto de vista de nossos clientes:</p>
<ul>
<li>Começamos a pensar na resposta enquanto o cliente está falando, antes mesmo dele terminar de falar;</li>
<li>Começamos a projetar mentalmente a solução enquanto o cliente está apresentando o problema;</li>
<li>Cremos que precisamos ter respostas imediatas para todas as perguntas e objeções do cliente;</li>
<li>Vamos ao encontro do cliente com a intenção de aprovar uma ideia, com a menor quantidade de mudanças possível;</li>
<li>Não entendemos a cultura do cliente, incluindo seu vocabulário e costumes.</li>
</ul>
<p>E, se isto já não fosse trágico o suficiente, o impacto destes nossos aspectos comportamentais se torna ainda mais danoso quando aplicamos uma amostragem enviesada ou o viés de confirmação, conforme explico abaixo:</p>
<p><strong>Amostragem enviesada:</strong> É o processo de seleção de amostras (indivíduos) que não representam toda a diversidade do público alvo. Este erro pode acontecer por engano ou desconhecimento, mas em alguns casos reflete uma conduta não ética, sendo feita propositalmente, com a intenção clara de obter a confirmação através do depoimento de um cliente, que pode não significar a percepção dos clientes como um todo, mas pode ser suficiente para se obter a aprovação para um determinado projeto.</p>
<p><strong>Viés de confirmação: </strong>Trata-se de um assunto denso, que vou procurar descrever da forma mais resumida possível: O viés de confirmação (em inglês: <em>Confirmation Bias</em>) é a prática de se investigar assuntos dando mais atenção às opiniões que confirmam sua hipótese do que para aquelas que a refutam. Um pesquisador que queira descobrir se as pessoas estão felizes ou infelizes com sua vida social, poderia perguntar: “Você está feliz com sua vida social?”, ou, alternativamente, poderia perguntar: “Você está infeliz com sua vida social?”. É bastante provável que perguntando da primeira forma se obtenham mais respostas se dizendo felizes do que perguntando da segunda forma.</p>
<p>Assim como na amostragem enviesada, aqui também o entrevistador pode errar por descuido, talvez por estar envolvido emocionalmente com o projeto, ou pode fazê-lo propositalmente, caracterizando também um comportamento antiético.</p>
<p>O processo de validação, para ser válido (desculpem o trocadilho), requer desapego da ideia, flexibilidade, habilidade para perguntar sem induzir e, principalmente, capacidade de escuta e percepção.</p>
<p>Saiba mais sobre o autor no <a href="http://www.engenhariah.com.br">www.engenhariah.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que Indra Nooyi aprendeu após uma década como CEO da PepsiCo?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Aug 2017 13:00:57 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após 10 anos como CEO da Pepsico, uma das mais emblemáticas empresas norte-americanas, Indra Nooyi compartilhou suas maiores <a href="https://www.linkedin.com/pulse/leave-crown-garage-what-ive-learned-from-decade-being-indra-nooyi?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-hero-0-null&amp;midToken=AQGc9yaDHXYxvw&amp;fromEmail=fromEmail&amp;ut=3plV0vvW09WTQ1">lições aprendidas</a>. Entre elas, duas chamaram nossa atenção:</p>
<p><strong>ESCUTAR CUIDADOSAMENTE:</strong></p>
<p>Indra Nooyi apresenta a escuta como a principal competência de persuasão, principalmente quando nos arriscamos a escutar aquilo que não queremos ouvir. De fato, foi demonstrado que o confronto com as ideias diferentes é uma fonte de enriquecimento pessoal e inovação ao longo da historia da humanidade. Como exemplo disso, as cidades mais avançadas e inovadoras sempre foram lugar de “<em>melting pot”</em> cultural.</p>
<p>Ela relata a fala do seu professor de dança de salão: &#8220;Você está querendo conduzir quando você precisa seguir, se aprendesse a seguir mais, talvez faria de você uma melhor líder…”. As respostas já estão a nossa volta, precisamos cultivar nossa curiosidade e abertura para chegar nelas.</p>
<p><strong>DEIXE A COROA NA GARAGEM:</strong></p>
<p>Com essa expressão, ela nos lembra que, mesmo como CEO de uma das maiores empresas do mundo, não deixou de ser mãe, de sentir suas limitações como qualquer ser humano, de ter dúvidas e experimentar a solidão do líder.  Quando trabalhamos com <em>“assesments”</em>, verificamos que realmente ninguém pode ser perfeito em tudo, cada um de nós tem suas fortalezas e suas carências. Não existem perfis de personalidades que tenham todas as características simultaneamente. O Moulton Marston, inventor do <em>assesment DISC</em> brincou com essa ideia e foi assim que, de pesquisador universitário, virou o criador da personagem da Mulher Maravilha (<em>WonderWoman</em>). Ele procurou imaginar o que seria uma pessoa que reunisse todas as características simultaneamente e o resultado é o ícone que até hoje vemos nas nossas telas.</p>
<p>Quem se interessar mais pode ler o <a href="https://www.linkedin.com/pulse/leave-crown-garage-what-ive-learned-from-decade-being-indra-nooyi">artigo completo,</a> em inglês, onde a Indra Nooyi resume as 7 dimensões que compõem a liderança:</p>
<ul>
<li>Visão</li>
<li>Persistência</li>
<li>Influência e persuasão</li>
<li>Escuta</li>
<li>Aprendizagem</li>
<li>Colaboração</li>
<li>humildade</li>
</ul>
<p>Valeu pela contribuição!</p>
<p>&nbsp;</p>
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