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	<title>curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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	<description>Escutat&#243;ria Do It</description>
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	<title>curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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		<title>Assumir sem se culpar, acolher sem concordar&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 14:44:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao começar este artigo, reconheço o quanto é mais fácil falar sobre como lidar com a agressividade do outro, do que realmente “fazer”. Isso porque, quando ao vivo, nosso corpo reage com um banho hormonal que origina uma série de reações automáticas, muitas vezes contra produtivas. Destaco aqui 3 passos para responder a um caso [&#8230;]]]></description>
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<p>Ao começar este artigo, reconheço o quanto é mais fácil falar sobre como lidar com a agressividade do outro, do que realmente “fazer”. Isso porque, quando ao vivo, nosso corpo reage com um banho hormonal que origina uma série de reações automáticas, muitas vezes contra produtivas. Destaco aqui 3 passos para responder a um caso de agressividade verbal entre duas pessoas de mente sã, embora saber destes 3 passos possa também lhe ajudar no dia em que se surpreender, você mesmo agredindo verbalmente o outro.</p>
<h3><strong>1º passo: Inspire</strong></h3>
<p><em>“Entre o estímulo e a reação, existe um espaço. Neste espaço reside a nossa liberdade e a possibilidade de crescimento”</em> Vitor Frankl.</p>
<p>O primeiro passo é acessar este espaço de liberdade com uma inspiração longa, por exemplo de uns 3 segundos. Sem a pausa, a informação fica sequestrada na amídala e seus 3 reflexos reptilianos (Lutar/Fugir/Congelar) levando a adoção momentânea de comportamentos totalmente irracionais, dos quais costumamos nos arrepender depois.</p>
<p>Com a pausa, a informação sai do sistema límbico e chega até o córtex pré-frontal onde se situa sua capacidade de raciocínio e sobretudo de empatia.</p>
<p>Esta inspiração favorece um processo de ‘desidentificação’, um desapego na forma de uma suspensão temporária do ego para evitar que levemos as palavras do outro para o pessoal, condição preliminar para conseguir executar o segundo passo.</p>
<h3><strong>2º passo: Descentre e se interesse pelo outro</strong></h3>
<p>Face a agressividade do outro, precisamos praticar o nosso discernimento. De um lado temos os fatos “geradores” que levaram a pessoa a estar no estado que está, e do outro lado temos o simples fato dela estar no estado em que ela está. Os primeiros resultam do encontro entre duas histórias: a sua e a dele. O segundo fato é incontestável e é só dele.</p>
<p>Quando estamos no modo “autodefesa” costumamos nos identificar com as palavras do outro e levá-las pelo lado pessoal, focando então todos os nossos recursos cognitivos sobre o nosso ponto de vista em relação aos fatos geradores. O problema é que apesar de sempre termos bons motivos para isso, essa nossa reação autocentrada, que muitas vezes espelha a agressividade do outro, acaba colocando mais lenha na fogueira.</p>
<p>A solução está em focar no segundo fato: o estado do outro. Mesmo que custe acreditar, o outro sempre tem bons motivos que o levam a ter o comportamento que tem. Insisto: independentemente de concordarmos ou não com os motivos do outro, o fato principal e inquestionável, é que do ponto de vista dele, os motivos são legítimos. E enquanto não darmos prova de escuta na história do outro, a maior probabilidade é que continuaremos sendo o vilão da história dele.</p>
<p>Assim, o segundo passo é descentrar, no sentido de tirar o foco de si mesmo e se interessar pela história do outro. Atrás do gatilho gerador de uma emoção, sempre existe uma causa raiz. Falando de outra maneira, atrás de qualquer emoção negativa sempre existe uma necessidade não atendida.</p>
<p>Investigue, explore e ajude o outro a verbalizar qual é a história atrás da emoção. Faça isso usando perguntas abertas e neutras, por exemplo: <em>“Como assim?” “O que aconteceu?”, “me diga mais?”, “Não entendi, me explique?”</em></p>
<p>A tentação é grande de focar nos fatos geradores da emoção, ainda mais considerando que eles são passíveis de debate e discussão. Sobretudo, não se justifique, não argumente, não sobreponha sua versão da história à do outro &#8211; é cedo demais. Em vez disso, se interesse pelo outro, pela história dele, reconheça que independentemente da sua versão sobre os fatos geradores, o fato dele se encontrar neste estado emocional é legítimo.</p>
<p>Esse é o momento da empatia, onde se aplica a lei universal da reciprocidade: “é preciso dar para receber”. Dê prova de escuta para que ele sinta sua necessidade escutada e acolhida, sem isso ele não irá lhe escutar. Agora, cuidado! não confunda acolher e concordar com o outro.</p>
<p>Quando a mágica acontece, observe, em geral aparecerá no seu rosto um leve sorriso, neutro e acolhedor que chamo de sorriso da Madre Teresa de Calcutá. Cuidado! não tente fingir o sorriso pois o risco é grande de ser um sorriso sarcástico ou irônico (Postura acima do outro) ou ser um sorriso de submissão e de culpa (postura abaixo do outro). Apenas se interesse pela história do outro e sentirá um leve sorriso, e quando estiver realmente em empatia, quando não se identificar mais com as palavras do outro, então naturalmente este sorriso refletirá uma postura de igual para igual.</p>
<p><strong><u>Na prática</u></strong>: Para ilustrar este passo sugiro utilizar um caso que uso nas minhas palestras. Imaginemos que você não tenha vindo trabalhar ontem, devido a necessidade de fazer um <em>check up</em> de saúde obrigatório pelo plano de saúde da empresa. Você avisou o seu chefe por e-mail com um mês de antecedência, só que provavelmente ele esqueceu. Ao chegar na empresa no dia seguinte, o seu chefe começa a lhe dizer as seguintes palavras de forma bem agressiva:</p>
<p><em>“Poxa que folgado(a)!!!!”</em></p>
<p>Ciente das dicas acima mencionadas, você inspirou, saiu do foco, se desidentificou, e conseguiu perguntar com um tom acolhedor e neutro:</p>
<p><em>“Folgado(a)?? Como assim?” ou “Folgado? Não entendi? O que aconteceu?”</em></p>
<p>Em muitas situações uma simples inspiração e uma pausa, com uma postura acolhedora é suficiente para dissolver os conflitos. Outras vezes precisa ir mais longe, por exemplo imaginamos que o seu chefe tenha respondido, sempre de forma agressiva:</p>
<p><em>“Você não veio ontem! Não avisou! Voltou hoje como se de nada tivesse acontecido! E ainda se atreve a me perguntar o que aconteceu! Por isso chamo você de folgado(a)”.</em></p>
<p>E aí você se pergunta: “e agora como eu faço? Não resolveu nada o artigo! Deveria ter lido até o final!” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h3><strong>3º passo: Assumir sem se culpar e acolher sem concordar</strong></h3>
<p>Vimos acima o quanto misturamos as palavras do outro e respondemos a elas por uma única e igualmente misturada resposta.</p>
<p>Por exemplo, quando faço este exercício, o que mais ouço, são respostas com o mesmo tom e agressividade: <em>“Mas eu te enviei o e-mail!” (justificativa), “ vc que é folgado e não lê seus e-mails!”(contra-ataque) “Não me fale neste tom!” “ vc que está errado&#8230;” (defensiva) “Entendo o teu ponto mas&#8230;.” (falso acolhimento)&#8230;</em></p>
<p>Acontece que dentro de uma única fala do outro, têm fatos geradores, fatos externos, fatos internos, coisas que você concorda, coisas que discorda, boas notícias e más notícias, etc.</p>
<p>Para desarmar o outro e acelerar as etapas da curva das emoções*, não basta escutar e ter empatia, ainda precisa dar prova de escuta e prova de empatia. É um exercício de discernimento que inicia com a escuta interna.</p>
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<p>A minha experiência é que nas palavras do outro, procurando bem e exercendo a empatia, em geral encontramos um terreno em comum. O segredo para não cair em oposição é sempre começar acolhendo o outro, reusando trechos de fala exatos do outro, verbalizando a escuta interna de forma não violenta e só depois disso se posicionar de forma assertiva. Isso resulta em inúmeras combinações possíveis, a seguir alguns exemplos:</p>
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<p><u>Observação</u>: Quanto mais forte é o acolhimento, tanto mais forte será a escuta do posicionamento.</p>
<p><u>Cuidado</u>: A solução de facilidade é concordar com o outro para se livrar dele. Neste caso, acabamos entrando no viés de assumir se culpando, ou de acolher concordando:<em>“Realmente eu não vim ontem, deveria ter te avisado”/ “Você tem razão”/ “não farei mais” &#8230;.</em></p>
<p>Isso tem a ver com uma frase que viralizou e que, ao meu ver, pode fazer grandes estragos quando mal interpretada:</p>
<blockquote><p>“Você quer ter razão ou ser feliz?”. Muitas vezes eu vi pessoas entregarem a razão para o outro para serem felizes. Para mim, a interpretação é diferente: “É feliz quem entendeu que não há “Razão”, que não há certo e errado, ou seja, que há apenas opiniões diferentes sobre os mesmos fatos”.</p></blockquote>
<p><strong><u>Na prática</u>: </strong>Outro exemplo, imagine que você entregou um trabalho atrasado para um cliente de confiança para o qual você já entregou dezenas de trabalhos, sempre nos prazos e de forma impecável, e que ele lhe fale, no embalo da emoção:</p>
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<p>São inúmeras combinações possíveis, veja dois exemplos, sempre se apoiando nas palavras exatas do outro:</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQG7vCNAyO-JIw/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=FAFayHiNT0epiO9eMT_p51AX5vHDjPOx-Rj1Ln3FVn0" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQG7vCNAyO-JIw/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=FAFayHiNT0epiO9eMT_p51AX5vHDjPOx-Rj1Ln3FVn0" /></div>
<p><u>Resumo da coreografia</u>: quando confrontado com a alteridade, pause, inspire, saia do foco, se descentre para compreender o lugar legítimo de fala do outro, dê uma prova verbal de empatia e acolhimento e só depois volte para o seu centro e se posicione de forma assertiva. Quando exercitado com frequência, este gesto substitui respostas precipitadas e automáticas e faz milagres, experimentem!</p>
<p>*<u>Nota</u>: Nos exemplos acima, enquanto a pessoa estiver do lado esquerdo da curva das emoções, ela não irá escutar a parte azul, apenas a parte verde irá ajudar a fazer com que ela passe do outro lado da curva. De que curva estamos falando? Para saber mais sobre curva de emoções, <a href="https://bit.ly/2VyKAEc" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">veja os demais artigos</a>, ou <a href="http://comunicacaoprodutiva.com.br/escutatoria/a-curva-das-emocoes/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">clique aqui</a></p>
<p>**Imagem: <a href="https://www.linkedin.com/in/renato-waru/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Renato Inacio</a> <a href="http://www.fluencydesign.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Fluencydesign.com.br</a></p>
<p><em><u>Sobre o Autor</u></em>: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-right"><img decoding="async" class="" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4D12AQG_GdvNfBXrbg/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=iu5LrjFLlZl1Y5gHwR_qZDHT1uYUgudDVGAEnc05nns" alt="thomas brieu - escutatória" width="99" height="115" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4D12AQG_GdvNfBXrbg/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=iu5LrjFLlZl1Y5gHwR_qZDHT1uYUgudDVGAEnc05nns" /></div>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
</div>
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		<title>Como dar provas de empatia, mesmo a distancia, mesmo quando acho que o outro não merece&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 14:18:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Embora em períodos de crise, seja natural sentir compaixão e empatia por aqueles que sofrem mais e, consequentemente, presenciemos frequentes cenas de cooperação, de generosidade, a tendência é que, nesses tempos de crise, haja mais demanda por empatia do que oferta de empatia. Usualmente definimos empatia como a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. [&#8230;]]]></description>
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<p>Embora em períodos de crise, seja natural sentir compaixão e empatia por aqueles que sofrem mais e, consequentemente, presenciemos frequentes cenas de cooperação, de generosidade, a tendência é que, <strong>nesses tempos de crise, haja mais demanda por empatia do que oferta de empatia.</strong></p>
<p>Usualmente definimos empatia como a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. O problema é que essa definição nos coloca diante de dois paradoxos.</p>
<p>O primeiro é que a pandemia tem uma característica singular. Cada um de nós está vivenciando situações totalmente inesperadas, imprevisíveis e inéditas, não em termos da história humana e sim desta geração. Tratam-se de dramas, tragédias, oportunidades individuais que têm, como ponto em comum, o fato de acontecerem pela primeira vez.</p>
<p>Assim sendo como nos colocarmos no lugar do outro se nunca experienciamos algo semelhante? Como demostrarmos empatia de forma sincera e genuína sem que pareça <em>fake</em>? se pessoalmente não passamos, nem de longe, pela experiência do outro?</p>
<p>O segundo paradoxo é que a aplicação literal da definição não funciona quando precisamos dar provas de empatia uma vez que em absoluto, ninguém pode se colocar no lugar do outro e, quando alguém tenta fazê-lo, temos, não raro, a sensação de desconforto ou, até, de invasão de nossa individualidade. Isso ocorre porque <strong>empatia não é identificação</strong>. Empatia não é simpatia.</p>
<p>Por exemplo, quando ouço as expressões <em>“eu sinto que você&#8230;.” / “tenho a certeza de que você&#8230;” / “eu sei que você&#8230;.” / “como você já sabe</em>&#8230;.”, percebo-as como invasivas, porque aquilo que sinto e quero é algo muito íntimo e pessoal; consequentemente, uma voz interna responde: <em>“quem é você para sentir por mim, para ter certezas por mim, para saber por mim?”</em>. Bem assim, quando me dizem:<em> “entendo o seu ponto de vista&#8230;” / “compreendo o que você disse</em>&#8230;”, minha vontade é perguntar: <em>“o que você entendeu? dê-me uma prova de que compreendeu.”.</em></p>
<p>Da mesma maneira, quando aconselhamos, sem que o outro nos tenha pedido (<em>“se eu fosse você&#8230;”</em>), ou sobrepomos nossa história à do outro (“<em>eu</em> <em>também já passei por isso</em>&#8230;.”), corremos o grande risco de deixarmos de ser empáticos, porque assumimos o protagonismo, que deveria ser do outro.</p>
<p>Presenciei, até, uma situação infeliz em um hospital, relacionada a cuidados paliativos. A enfermeira, querendo demostrar empatia a uma mãe, que chorava, desesperada, porque estava perdendo o filho de 28 anos, com câncer, disse: <em>“se eu estivesse no seu lugar, já teria me matado&#8230;”</em>.</p>
<p>Reconheço que, em todos esses casos, existe a intenção empática de se colocar no lugar do outro, infelizmente a intenção não é suficiente na hora de dar provas de empatia.</p>
<p>A boa notícia é que nossa sensibilidade, neurônios espelhos e uma programação ancestral de nosso cérebro fazem com que, mesmo que nossos sentimentos não sejam exatamente os do outro, a situação deste nos afeta, não nos deixa indiferentes. O fato é que somos sensíveis as necessidades do outro e não custa nada acolher e reconhecer elas, nem que seja com palavras.</p>
<h2><strong>E então? Como dar provas de empatia que funcionem?</strong></h2>
<p>Primeiramente, sugiro adotar uma nova definição:</p>
<p><strong><em>“demostrar empatia é fazer com que o outro sinta que suas necessidades foram escutadas e acolhidas, embora nem sempre nos identifiquemos ou concordemos com elas”.</em></strong></p>
<p>Mesmo que o atendimento à necessidade do outro não esteja a nosso alcance, nem sempre dependa de um comportamento nosso, podemos, por meio da precisão e clareza de nossa fala e escuta, mesmo que à distância, dar-lhe provas de empatia, que costumam acontecer quando:</p>
<ul>
<li>Inspiramos antes de responder, além de mostrar que as palavras do outro estão ressoando em nós, é uma maneira de evitar respostas reativas;</li>
<li>adotamos uma postura de abertura física e mental; desenvolvemos nossa curiosidade, interessando-nos genuinamente pela visão alheia; fazendo perguntas abertas, uma de cada vez;</li>
<li>acolhemos as palavras do outro como são, sem concordar nem discordar. Através de uma suspensão temporária do ego e do julgamento;</li>
<li>mencionamos a repercussão que as palavras dele tiveram em nós, através de uma “<u>história personalizada</u>” criada por nós mesmo e que consiste em repetir, ao máximo, as palavras exatas do outro, introduzindo-as por expressões, tais como: <em>“quando você me disse&#8230;., eu me senti&#8230;” / “você falou&#8230;., e eu fiquei&#8230;” / “sinto que eu&#8230;.” / “isso me remete&#8230;.” /</em> <em>“realmente &#8230;” / “faz sentido&#8230;, sobretudo&#8230;.” / “é natural&#8230;.”/ “é legitimo&#8230;, ainda mais que&#8230;.”</em> e a seguir dar prova de escuta contando o impacto que as palavras dele tiveram em nós.</li>
</ul>
<p>Insisto neste aspecto: é a qualidade da história personalizada que acolhe; portanto, não basta responder: <em>“eu sei como é”/ “é verdade” / “concordo” / “compreendo “ / “entendo o seu ponto de vista”..</em>.</p>
<p>Imaginemos que um colaborador seu reclame, com razão, de que não aguenta mais as reuniões &#8220;online&#8221; porque as considera improdutivas. Uma coisa é dizer: <em>“você tem razão</em>” ou “<em>é verdade, também acho</em>”; outra, bem diferente, é contar uma história pessoal: <em>“Quando você me diz que não aguenta mais fazer reuniões virtuais em sua casa, é natural, pois se trata de uma situação nova. De fato, elas podem parecer improdutivas, ainda mais porque a qualidade do som e da imagem falham frequentemente&#8230;.”</em> ou esta: <em>“Quando você me diz que não aguenta mais fazer reuniões virtuais em sua casa, sinto muito e fico com a impressão de que precisamos melhorar, tanto a duração quanto a maneira de conduzi-las; o que você sugere?”</em>.</p>
<p>Por vezes, simples expressões como: <em>“caramba!”</em>,<em> “poxa!”, “não acredito!”</em>, ditas com sinceridade e emoção, constituem provas de escuta e fazem com que o outro se sinta acolhido. Se acolher não significa concordar ou se identificar, talvez você se questione:</p>
<h2><strong>Como discordar de forma empática, sem gerar atritos desnecessários?</strong></h2>
<p>Afirmo que isso é possível:</p>
<ul>
<li>Desde que, primeiramente, tenhamos acolhido a história do outro e oferecido uma prova de escuta, demonstrando, verbalmente, a repercussão que as palavras do outro tiveram em nós.</li>
<li>Desde que substituamos as conjunções adversativas, tais como: <em>“mas”, “no entanto”, “porém”, “contudo”</em>, pelas expressões aditivas: <em>“ao mesmo tempo”, “e”, “por outro lado”, “além disso”, </em>a fim de estabelecermos a transição do acolhimento para o posicionamento.</li>
<li>Desde que substituímos as falas “VOCÊ” com conotação crítica, de acusação e julgamento, por falas “EU” na primeira pessoa. Por exemplo troquemos frases tais como: <em>“não concordo, você está errado&#8230;” / “você não entendeu!” / “eu já te disse!”/ “você precisa entender que&#8230;.”, </em>por estas: <em>“tenho uma opinião diferente&#8230;”/ “enxergo de outra forma&#8230;” </em>/ <em>“preciso ser mais claro&#8230;.” / “deixe-me explicar melhor&#8230;”.</em></li>
</ul>
<p>Isso significa que oferecer empatia não implica sair do palco, para colocar o outro em nosso lugar. Ao contrário, trata-se de conjugar duas histórias, levando em consideração os “quereres” e “sentires”, necessidades e emoções do outro, <u>antes</u> de se posicionar de forma sincera e transparente, mas jamais violenta. Neste momento, talvez você se pergunte:</p>
<h2><strong>Como demostrar empatia, se considero que o outro não precisa ou não merece?</strong></h2>
<p>Para responder-lhe, peço que imagine situações onde você combinou algo, com uma pessoa que não é do seu círculo próximo, e ela não o cumpriu; que imagine que em tempos de confino você possui regras de convívio para sua casa, condomínio, comunidades, e um dos membros passou a desrespeitá-las; ou ainda que você percebeu que alguém mentiu ou o traiu.</p>
<p>Será que, nesses casos, você precisa, mesmo, demostrar empatia? Se, para que o problema seja resolvido, um comportamento especifico do outro se faz necessário, então a minha resposta é &#8220;sim&#8221;. Não adianta mostrar que você tem razão e esperar que ele tome consciência de que está errado, porque não se trata de negociar crenças, mas, sim, comportamentos e obter um determinado resultado. Diante disso, não há melhor ferramenta de engajamento do que a escuta empática na hora de alcançar resultados.</p>
<p>Lembro-me de que, em um “workshop”, uma das participantes (em um dos exercícios que simulavam interação com um revendedor dela, o qual ela achava ser de má-fé) não conseguia deixar de se comunicar com violência. De repente, ela passou a demostrar empatia. Perguntamos: <em>“o que aconteceu?</em>” e ela respondeu: <em>“em vez de imaginar o revendedor de má-fé, passei a considerar exatamente os mesmos fatos e a fazer como se estivesse falando com o meu revendedor favorito</em>”.</p>
<p>Portanto, independentemente do real intento do outro, as dicas são:</p>
<ul>
<li>para obter os resultados desejados, cabe-nos acolher a legitimidade da fala do outro e nos concentrarmos nos fatos, deixando de lado a nossa tendência de atribuirmos más intenções aos outros. Naturalmente isso requer desapego e abandonar uma visão autocentrada do mundo, bem como deixar de levar para o lado pessoal e aceitar que o outro está fazendo o melhor, dentro das limitações dele;</li>
<li>interessar-se pelo outro, mesmo que ele diga o que não queremos ouvir, compreendendo que deve ter motivos legítimos para pensar daquela maneira, lembrando que acolher a estes não significa necessariamente concordar com eles;</li>
<li>antes de rebater (o que constitui nossa tendência natural), inspirar profundamente, escutar e dar provas de escuta.</li>
</ul>
<p>Todas essas reflexões suscitam outro paradoxo, como praticá-las, se, principalmente em épocas de crise, nossas próprias necessidades não são acolhidas?</p>
<h3>Como pedir empatia para nós mesmos?</h3>
<p>O fato é que quanto mais acelerado, quanto mais estressado, quanto mais informado =&gt; menos empáticos e mais indiferentes a dor alheia nos tornamos. Riqueza da informação, sobretudo em períodos de estresse, provoca pobreza da atenção e, consequentemente um declínio da escuta e da empatia.</p>
<p>Em situação de crise, cada um de nós passa pela conhecida curva da emoção, que desperta nossos reflexos mais básicos de sobrevivência, defesa e medo. Assim é natural que diversas questões nos acometam: como lidar com o confinamento? como manter foco com crianças em casa? como ajudar, se estamos impedidos de sair de casa? o que acontecerá com nossas famílias, amigos, empresa, saúde? o que vai acontecer com nossos empregos, metas, planejamento, dívidas? vai passar? sim, mas a que preço? A nossa mente é campeã em se <u>pré</u>-ocupar com aquilo que não tem respostas. Assim, é totalmente natural que tenhamos dificuldades para dormir, para lidar com esse “novo normal” e, sobretudo, para sermos empáticos, porque os reflexos automáticos da sobrevivência traduzem-se em padrões tóxicos de linguagem.</p>
<p>Então, para quem sente falta de empatia e acolhimento, menciono, abaixo, duas dicas.</p>
<ul>
<li>É preciso dar para receber. Convites do gênero “coloque-se em meu lugar” não funcionam. Empatia se oferece, não se pede. Ela obedece à lei da reciprocidade, uma das mais universais.</li>
<li>Assim, para que você se sinta escutado e acolhido, não espere que o outro adivinhe suas necessidades e emoções; ao contrário, verbalize, de forma clara e não violenta, o comportamento que espera do outro; desse modo, estará oferecendo insumos e matéria-prima para que ele possa demostrar empatia para você.</li>
</ul>
<p>Em tempos de crise e carência, mesmo que nos possamos sentir impotentes frente aos acontecimentos externos, <strong>dar provas verbais de empatia faz toda a diferença, semeia leveza em ambientes pesados, provoca engajamento, boa vontade e dissolve resistências</strong>. Além disso, não custa nada; basta inspirar profundamente antes de falar (isso impede o surgimento de respostas automáticas) e elaborar uma prova de escuta, sob a forma de uma história acolhedora e personalizada.</p>
<p>Eis meu convite: que tal demostrar empatia à distância, sem contato físico, para nossos pares, colegas de trabalho, familiares, mesmo quando achamos que estamos todos “igualmente vítimas” da mesma situação? Que tal demostrar empatia mesmo para aqueles que acho que não precisam ou não merecem, mesmo quando ela é o que mais nos faz falta, mesmo quando nossas necessidades básicas não são atendidas?</p>
<p>Sobre o Autor: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
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		<title>A curva das emoções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2019 22:05:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade]]></category>
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					<description><![CDATA[Os nossos reflexos reptilianos e o sequestro da amígdala são um legado da evolução biológica e, portanto, têm milhões de anos e têm sido úteis na hora de promover a nossa sobrevivência face a situações perigosas. Embora riscos de vida ou morte não aconteçam a cada instante no nosso dia a dia moderno, ainda acessamos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os nossos reflexos reptilianos e o sequestro da amígdala são um legado da evolução biológica e, portanto, têm milhões de anos e têm sido úteis na hora de promover a nossa sobrevivência face a situações perigosas. Embora riscos de vida ou morte não aconteçam a cada instante no nosso dia a dia moderno, ainda acessamos inúmeras vezes este tipo de reação automática a cada dia. Basta para isso, que algo ameace a nossa autoimagem, a nossa reputação, entrave a nossa visão de mundo, os nossos planos atuais ou futuros, os nossos valores e princípios. E quando isso acontece, desencadeia em nós um processo amplamente conhecido e estudado pela psicologia que iremos chamar de curva das emoções.</p>
<p>O mais espetacular é que não precisa de fatos externos reais para desencadear a curva. Às vezes basta uma interpretação precipitada das palavras do outro, ou ainda uma suposição.</p>
<p>Independentemente dos motivos que levaram à expressão da curva, na primeira metade em laranja da figura acima, o fato é que a pessoa não escuta, ela apenas extravasa da melhor maneira que ela pode o excesso de emoções acontecendo dentro dela.</p>
<p>O estudo da curva levou-me a um grande ensinamento, uma vez que a agressividade do outro resulta da dificuldade dele de lidar com os fatos reais ou imaginários dele, não tem por que eu levar para o pessoal suas palavras, mesmo que me machuquem e me firam. Elas são a expressão de um sofrimento do outro, e da sua dificuldade em lidar com a situação.</p>
<p>Cuidado! Isso não significa que me isento da minha eventual responsabilidade. Apenas me ajuda a entrar em empatia para poder acompanhar o outro até o lado verde da curva onde o diálogo é possível.</p>
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