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	<title>conversas dificeis &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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	<title>conversas dificeis &#8211; Comunicação Produtiva</title>
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		<title>Assumir sem se culpar, acolher sem concordar&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 14:44:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[conversas dificeis]]></category>
		<category><![CDATA[curva de emoções; inteligência emocional; conversas difíceis; lidar com objeções; agressividade]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao começar este artigo, reconheço o quanto é mais fácil falar sobre como lidar com a agressividade do outro, do que realmente “fazer”. Isso porque, quando ao vivo, nosso corpo reage com um banho hormonal que origina uma série de reações automáticas, muitas vezes contra produtivas. Destaco aqui 3 passos para responder a um caso [&#8230;]]]></description>
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<p>Ao começar este artigo, reconheço o quanto é mais fácil falar sobre como lidar com a agressividade do outro, do que realmente “fazer”. Isso porque, quando ao vivo, nosso corpo reage com um banho hormonal que origina uma série de reações automáticas, muitas vezes contra produtivas. Destaco aqui 3 passos para responder a um caso de agressividade verbal entre duas pessoas de mente sã, embora saber destes 3 passos possa também lhe ajudar no dia em que se surpreender, você mesmo agredindo verbalmente o outro.</p>
<h3><strong>1º passo: Inspire</strong></h3>
<p><em>“Entre o estímulo e a reação, existe um espaço. Neste espaço reside a nossa liberdade e a possibilidade de crescimento”</em> Vitor Frankl.</p>
<p>O primeiro passo é acessar este espaço de liberdade com uma inspiração longa, por exemplo de uns 3 segundos. Sem a pausa, a informação fica sequestrada na amídala e seus 3 reflexos reptilianos (Lutar/Fugir/Congelar) levando a adoção momentânea de comportamentos totalmente irracionais, dos quais costumamos nos arrepender depois.</p>
<p>Com a pausa, a informação sai do sistema límbico e chega até o córtex pré-frontal onde se situa sua capacidade de raciocínio e sobretudo de empatia.</p>
<p>Esta inspiração favorece um processo de ‘desidentificação’, um desapego na forma de uma suspensão temporária do ego para evitar que levemos as palavras do outro para o pessoal, condição preliminar para conseguir executar o segundo passo.</p>
<h3><strong>2º passo: Descentre e se interesse pelo outro</strong></h3>
<p>Face a agressividade do outro, precisamos praticar o nosso discernimento. De um lado temos os fatos “geradores” que levaram a pessoa a estar no estado que está, e do outro lado temos o simples fato dela estar no estado em que ela está. Os primeiros resultam do encontro entre duas histórias: a sua e a dele. O segundo fato é incontestável e é só dele.</p>
<p>Quando estamos no modo “autodefesa” costumamos nos identificar com as palavras do outro e levá-las pelo lado pessoal, focando então todos os nossos recursos cognitivos sobre o nosso ponto de vista em relação aos fatos geradores. O problema é que apesar de sempre termos bons motivos para isso, essa nossa reação autocentrada, que muitas vezes espelha a agressividade do outro, acaba colocando mais lenha na fogueira.</p>
<p>A solução está em focar no segundo fato: o estado do outro. Mesmo que custe acreditar, o outro sempre tem bons motivos que o levam a ter o comportamento que tem. Insisto: independentemente de concordarmos ou não com os motivos do outro, o fato principal e inquestionável, é que do ponto de vista dele, os motivos são legítimos. E enquanto não darmos prova de escuta na história do outro, a maior probabilidade é que continuaremos sendo o vilão da história dele.</p>
<p>Assim, o segundo passo é descentrar, no sentido de tirar o foco de si mesmo e se interessar pela história do outro. Atrás do gatilho gerador de uma emoção, sempre existe uma causa raiz. Falando de outra maneira, atrás de qualquer emoção negativa sempre existe uma necessidade não atendida.</p>
<p>Investigue, explore e ajude o outro a verbalizar qual é a história atrás da emoção. Faça isso usando perguntas abertas e neutras, por exemplo: <em>“Como assim?” “O que aconteceu?”, “me diga mais?”, “Não entendi, me explique?”</em></p>
<p>A tentação é grande de focar nos fatos geradores da emoção, ainda mais considerando que eles são passíveis de debate e discussão. Sobretudo, não se justifique, não argumente, não sobreponha sua versão da história à do outro &#8211; é cedo demais. Em vez disso, se interesse pelo outro, pela história dele, reconheça que independentemente da sua versão sobre os fatos geradores, o fato dele se encontrar neste estado emocional é legítimo.</p>
<p>Esse é o momento da empatia, onde se aplica a lei universal da reciprocidade: “é preciso dar para receber”. Dê prova de escuta para que ele sinta sua necessidade escutada e acolhida, sem isso ele não irá lhe escutar. Agora, cuidado! não confunda acolher e concordar com o outro.</p>
<p>Quando a mágica acontece, observe, em geral aparecerá no seu rosto um leve sorriso, neutro e acolhedor que chamo de sorriso da Madre Teresa de Calcutá. Cuidado! não tente fingir o sorriso pois o risco é grande de ser um sorriso sarcástico ou irônico (Postura acima do outro) ou ser um sorriso de submissão e de culpa (postura abaixo do outro). Apenas se interesse pela história do outro e sentirá um leve sorriso, e quando estiver realmente em empatia, quando não se identificar mais com as palavras do outro, então naturalmente este sorriso refletirá uma postura de igual para igual.</p>
<p><strong><u>Na prática</u></strong>: Para ilustrar este passo sugiro utilizar um caso que uso nas minhas palestras. Imaginemos que você não tenha vindo trabalhar ontem, devido a necessidade de fazer um <em>check up</em> de saúde obrigatório pelo plano de saúde da empresa. Você avisou o seu chefe por e-mail com um mês de antecedência, só que provavelmente ele esqueceu. Ao chegar na empresa no dia seguinte, o seu chefe começa a lhe dizer as seguintes palavras de forma bem agressiva:</p>
<p><em>“Poxa que folgado(a)!!!!”</em></p>
<p>Ciente das dicas acima mencionadas, você inspirou, saiu do foco, se desidentificou, e conseguiu perguntar com um tom acolhedor e neutro:</p>
<p><em>“Folgado(a)?? Como assim?” ou “Folgado? Não entendi? O que aconteceu?”</em></p>
<p>Em muitas situações uma simples inspiração e uma pausa, com uma postura acolhedora é suficiente para dissolver os conflitos. Outras vezes precisa ir mais longe, por exemplo imaginamos que o seu chefe tenha respondido, sempre de forma agressiva:</p>
<p><em>“Você não veio ontem! Não avisou! Voltou hoje como se de nada tivesse acontecido! E ainda se atreve a me perguntar o que aconteceu! Por isso chamo você de folgado(a)”.</em></p>
<p>E aí você se pergunta: “e agora como eu faço? Não resolveu nada o artigo! Deveria ter lido até o final!” <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<h3><strong>3º passo: Assumir sem se culpar e acolher sem concordar</strong></h3>
<p>Vimos acima o quanto misturamos as palavras do outro e respondemos a elas por uma única e igualmente misturada resposta.</p>
<p>Por exemplo, quando faço este exercício, o que mais ouço, são respostas com o mesmo tom e agressividade: <em>“Mas eu te enviei o e-mail!” (justificativa), “ vc que é folgado e não lê seus e-mails!”(contra-ataque) “Não me fale neste tom!” “ vc que está errado&#8230;” (defensiva) “Entendo o teu ponto mas&#8230;.” (falso acolhimento)&#8230;</em></p>
<p>Acontece que dentro de uma única fala do outro, têm fatos geradores, fatos externos, fatos internos, coisas que você concorda, coisas que discorda, boas notícias e más notícias, etc.</p>
<p>Para desarmar o outro e acelerar as etapas da curva das emoções*, não basta escutar e ter empatia, ainda precisa dar prova de escuta e prova de empatia. É um exercício de discernimento que inicia com a escuta interna.</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQFnFhVzMBjJYg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=nP9-YZ1IeM3zbQ1RjsZLp6ENvcAz6myYM38Y50dV1oc" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQFnFhVzMBjJYg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=nP9-YZ1IeM3zbQ1RjsZLp6ENvcAz6myYM38Y50dV1oc" /></div>
<p>A minha experiência é que nas palavras do outro, procurando bem e exercendo a empatia, em geral encontramos um terreno em comum. O segredo para não cair em oposição é sempre começar acolhendo o outro, reusando trechos de fala exatos do outro, verbalizando a escuta interna de forma não violenta e só depois disso se posicionar de forma assertiva. Isso resulta em inúmeras combinações possíveis, a seguir alguns exemplos:</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQF59Lf68lMdUg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=IAS_4BF-O_vFfnw4WBSEuaxSopwDTwOR_Ow96_ZGo0E" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQF59Lf68lMdUg/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=IAS_4BF-O_vFfnw4WBSEuaxSopwDTwOR_Ow96_ZGo0E" /></div>
<p><u>Observação</u>: Quanto mais forte é o acolhimento, tanto mais forte será a escuta do posicionamento.</p>
<p><u>Cuidado</u>: A solução de facilidade é concordar com o outro para se livrar dele. Neste caso, acabamos entrando no viés de assumir se culpando, ou de acolher concordando:<em>“Realmente eu não vim ontem, deveria ter te avisado”/ “Você tem razão”/ “não farei mais” &#8230;.</em></p>
<p>Isso tem a ver com uma frase que viralizou e que, ao meu ver, pode fazer grandes estragos quando mal interpretada:</p>
<blockquote><p>“Você quer ter razão ou ser feliz?”. Muitas vezes eu vi pessoas entregarem a razão para o outro para serem felizes. Para mim, a interpretação é diferente: “É feliz quem entendeu que não há “Razão”, que não há certo e errado, ou seja, que há apenas opiniões diferentes sobre os mesmos fatos”.</p></blockquote>
<p><strong><u>Na prática</u>: </strong>Outro exemplo, imagine que você entregou um trabalho atrasado para um cliente de confiança para o qual você já entregou dezenas de trabalhos, sempre nos prazos e de forma impecável, e que ele lhe fale, no embalo da emoção:</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQGMdaTZG4FAYw/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=YVRv399uTjcGlbfOZMMJ_GRp6mn2NMCHcylY0J4Lvxc" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQGMdaTZG4FAYw/article-inline_image-shrink_1000_1488/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=YVRv399uTjcGlbfOZMMJ_GRp6mn2NMCHcylY0J4Lvxc" /></div>
<p>São inúmeras combinações possíveis, veja dois exemplos, sempre se apoiando nas palavras exatas do outro:</p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-full-width"><img decoding="async" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQG7vCNAyO-JIw/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=FAFayHiNT0epiO9eMT_p51AX5vHDjPOx-Rj1Ln3FVn0" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4E12AQG7vCNAyO-JIw/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=FAFayHiNT0epiO9eMT_p51AX5vHDjPOx-Rj1Ln3FVn0" /></div>
<p><u>Resumo da coreografia</u>: quando confrontado com a alteridade, pause, inspire, saia do foco, se descentre para compreender o lugar legítimo de fala do outro, dê uma prova verbal de empatia e acolhimento e só depois volte para o seu centro e se posicione de forma assertiva. Quando exercitado com frequência, este gesto substitui respostas precipitadas e automáticas e faz milagres, experimentem!</p>
<p>*<u>Nota</u>: Nos exemplos acima, enquanto a pessoa estiver do lado esquerdo da curva das emoções, ela não irá escutar a parte azul, apenas a parte verde irá ajudar a fazer com que ela passe do outro lado da curva. De que curva estamos falando? Para saber mais sobre curva de emoções, <a href="https://bit.ly/2VyKAEc" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">veja os demais artigos</a>, ou <a href="http://comunicacaoprodutiva.com.br/escutatoria/a-curva-das-emocoes/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">clique aqui</a></p>
<p>**Imagem: <a href="https://www.linkedin.com/in/renato-waru/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Renato Inacio</a> <a href="http://www.fluencydesign.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Fluencydesign.com.br</a></p>
<p><em><u>Sobre o Autor</u></em>: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<div class="slate-resizable-image-embed slate-image-embed__resize-right"><img decoding="async" class="" src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4D12AQG_GdvNfBXrbg/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=iu5LrjFLlZl1Y5gHwR_qZDHT1uYUgudDVGAEnc05nns" alt="thomas brieu - escutatória" width="99" height="115" data-media-urn="" data-li-src="https://media-exp1.licdn.com/dms/image/C4D12AQG_GdvNfBXrbg/article-inline_image-shrink_1500_2232-alternative/0?e=1592438400&amp;v=beta&amp;t=iu5LrjFLlZl1Y5gHwR_qZDHT1uYUgudDVGAEnc05nns" /></div>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
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		<title>Como e por que se tornar um virtuoso da escuta ativa</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Mar 2017 01:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liderança]]></category>
		<category><![CDATA[assertividade]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos]]></category>
		<category><![CDATA[conversas dificeis]]></category>
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					<description><![CDATA[Em matéria de escuta ativa, nós estamos mal preparados. Desde os trabalhos de Carl Jung, continuados por Moulton Marston, sabemos que existem duas grandes tendências de personalidade. A primeira é daquele tipo de pessoa que se preocupa e se anima para intervir e interagir com os outros e em seus ambientes. Para eles, é sempre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em matéria de escuta ativa, nós estamos mal preparados.</p>
<p>Desde os trabalhos de Carl Jung, continuados por Moulton Marston, sabemos que existem duas grandes tendências de personalidade.</p>
<p>A primeira é daquele tipo de pessoa que se preocupa e se anima para intervir e interagir com os outros e em seus ambientes. Para eles, é sempre urgente dizer ou fazer e, enquanto não dominam a escuta ativa, ela é sempre um obstáculo, um freio que os retarda o ímpeto.</p>
<p>A segunda é aquele tipo que, ao contrário, é animado por uma atenção às pessoas e às coisas  o que os predispõem a serem receptivos, ou mesmo curiosos, com os outros e com aquilo que eles encontram. No entanto, frequentemente, suas reservas naturais os impedem de fazer perguntas.</p>
<p>A essas tendências, adiciona-se um ótimo instrumento que se chama interpretação que, no entanto, funciona como uma faca de dois gumes. O homem, para sobreviver, é equipado por um filtro que lhe serve de referência: a cada vez que ele cruza com um indivíduo, ou uma situação, ele as compara com o que já conhece e julga, em décimos de segundo, a natureza daquilo com que ele acabou de topar. É essa avaliação rápida e instintiva que lhe permite ter os reflexos que o protegem.</p>
<p>Contudo, essa avaliação do outro ou da situação pode facilmente se transformar em julgamento definitivo. E, nesse caso, não escutamos mais o ambiente porque nossa opinião já está formada.</p>
<p><strong>Um instrumento que vale ouro</strong></p>
<p>A escuta ativa não é algo natural. É um instrumento quase estranho a nós e que, como um violão ou uma raquete de tênis, nos perturba e nos estranha por muito tempo até que consigamos tocar um som, fazer um gesto e acertar a bola, enfim gestos que reinventam nossa relação com o conhecimento.</p>
<p>Ainda assim, esse instrumento vale ouro. Há, ao menos, quatro virtudes:</p>
<ul>
<li>Nos permite, de imediato, recolher as informações que tornam nossas decisões mais justas;</li>
<li>Evita que digamos ou façamos coisas de maneira inapropriada ou desajeitada;</li>
<li>Nos torna simpáticos aos olhos daqueles que escutamos ativamente. Não esqueçamos que todos nós somos mais seduzidos por aqueles que nos escutam do que por aqueles que nos aconselham, ou seja, por aqueles que nos colocam em evidência mais do que por aqueles que se colocam em evidência;</li>
<li>Instaura uma atmosfera de apaziguamento e de respeito propícios ao bem-estar de todos.</li>
</ul>
<p>Assim, fica claro que aquele que domina a escuta ativa detém um trunfo considerável face à maioria das situações profissionais ou pessoais com que ele lida.</p>
<p>Durante uma entrevista de emprego, negociação, apresentação ou conflito, a escuta ativa torna possível a detenção de chaves preciosas para tranquilizar, adaptar, agir de modo adaptado e desarmar as tensões com uma eficácia e uma facilidade que parecem desconcertantes para um neófito.</p>
<p><strong>É necessário praticar sempre</strong></p>
<p>Ninguém se torna violinista sem praticar e o mesmo vale para a escuta ativa. Vejamos, então, as suas regras simples:</p>
<ul>
<li>Desacelerar o raciocínio enquanto o outro fala para entender o que ele diz e não diz;</li>
<li>Respirar e ficar em silêncio uns instantes quando o outro terminar para fazê-lo dizer um tanto mais do que ele havia previsto e digerir suas palavras;</li>
<li>Explorar com perguntas abertas para encorajá-lo a ir ainda mais longe;</li>
<li>Acolher e levar em consideração, isso é, provar ao outro que escutamos o que ele disse sem julgá-lo;</li>
<li>Responder na continuidade do que o outro disse, reusando suas palavras, sem ruptura ou oposição.</li>
</ul>
<p>Depois de fazer diversas vezes com afinco, conseguiremos perfeitamente. Para aprender rápido é necessário praticar o tempo todo e com todo mundo.</p>
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