<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>CNV &#8211; Comunicação Produtiva</title>
	<atom:link href="https://escutatoria.com/tag/cnv/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://escutatoria.com</link>
	<description>Escutat&#243;ria Do It</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Dec 2023 13:41:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.2</generator>

<image>
	<url>https://escutatoria.com/wp-content/uploads/2024/01/favicon.gif</url>
	<title>CNV &#8211; Comunicação Produtiva</title>
	<link>https://escutatoria.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Semana da Escutatória 100% online e gratuito</title>
		<link>https://escutatoria.com/escutatoria/100-online-e-gratuito/</link>
					<comments>https://escutatoria.com/escutatoria/100-online-e-gratuito/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2020 12:12:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://comunicacaoprodutiva.com.br/?p=1155</guid>

					<description><![CDATA[A 1ª SEMANA JÁ ACABOU E FOI UM SUCESSO. INSCREVA_SE PARA SER NOTIFICADO DA PROXIMA CLICANDO NO LINK: Aumente sua liderança natural, sua influência e ao mesmo tempo seja mais você mesmo! 1ª semana da escutatória com Thomas Brieu,e convidados especiais: Marcelo Girade, Leny Kyrillos, Milton Jung, Marc e Elisa Tawil, e Vilma Mendes,de 10 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A 1ª SEMANA JÁ ACABOU E FOI UM SUCESSO. INSCREVA_SE PARA SER NOTIFICADO DA PROXIMA CLICANDO NO LINK:</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-thomas-brieu"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.brieu.com.br/curso/
</div></figure>



<p>Aumente sua liderança natural, sua influência e ao mesmo tempo seja mais você mesmo!</p>



<p>1ª semana da escutatória com Thomas Brieu,e convidados especiais: Marcelo Girade, Leny Kyrillos, Milton Jung, Marc e Elisa Tawil, e Vilma Mendes,<br>de 10 a 14 de agosto todo dias das 19 as 20 h. Serão 5 dias de conteúdo, reflexão e exercícios com nossos convidados especiais.</p>


<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1156" src="http://comunicacaoprodutiva.com.br/wp-content/uploads/2020/07/1era-semana-da-escutatória.png" alt="" width="1199" height="1179"></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://escutatoria.com/escutatoria/100-online-e-gratuito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>3 tendências naturais que atrapalham nossos relacionamentos e resultados</title>
		<link>https://escutatoria.com/escutatoria/3-tendencias-naturais-que-atrapalham-nossos-relacionamentos-e-resultados/</link>
					<comments>https://escutatoria.com/escutatoria/3-tendencias-naturais-que-atrapalham-nossos-relacionamentos-e-resultados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2019 13:20:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[#cerebroreptiliano]]></category>
		<category><![CDATA[#evolução]]></category>
		<category><![CDATA[#límbico]]></category>
		<category><![CDATA[#padrõesdelinguagem]]></category>
		<category><![CDATA[#reflexos]]></category>
		<category><![CDATA[assertividade]]></category>
		<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://comunicacaoprodutiva.com.br/?p=1117</guid>

					<description><![CDATA[Como organismos vivos, somos fruto de milhões de anos de evolução, durante os quais o cérebro, para sobreviver, exercitou uma maneira binaria de escutar, classificando tudo o que se ouve em duas categorias, essencialmente: risco ou oportunidade. E a cada vez que percebe um risco, reage por meio de um destes três reflexos: atacar, fugir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="ember5549" class="ember-view">
<div class="reader-article-content" dir="ltr">
<p>Como organismos vivos, somos fruto de milhões de anos de evolução, durante os quais o cérebro, para sobreviver, exercitou uma maneira binaria de escutar, classificando tudo o que se ouve em duas categorias, essencialmente: risco ou oportunidade. E a cada vez que percebe um risco, reage por meio de um destes três reflexos: atacar, fugir ou congelar.</p>
<p>A linguagem surgiu há aproximadamente 100.000 anos; com ela, a necessidade de uma escuta mais sofisticada e elaborada. Embora pareça muito distante, esse período é recente, se considerada a escala da evolução humana. Costumo dizer que nos encontramos, ainda, na pré-história da comunicação.</p>
<p>Observei e constatei, ao longo de minha pesquisa sobre escutatória, o quanto esses três reflexos continuam onipresentes na comunicação e dificultam nossos relacionamentos e resultados, embora a intenção seja sempre positiva: a nossa sobrevivência.</p>
<p>Não me refiro aqui a situações evidentes de conflitos, de comunicação violenta ou de vitimização. Chamo a atenção para as inúmeras conversas do nosso dia a dia, aquelas que, embora pareçam anódinas, educadas e tranquilas, carregam, em si, o efeito tóxico dos reflexos reptilianos e acabam gerando, em pequenas doses, cortisol e adrenalina, os quais, acumulados, alimentam o “stress” crônico.</p>
<p>Ainda que, atualmente, não corramos mais os riscos de vida que estruturaram o cérebro ao longo da evolução, qualquer ameaça às nossas autoimagem e reputação, aos nossos planejamento e planos, às pessoas que amamos, às nossas crenças e opiniões continua desencadeando as respostas automáticas às quais nos estamos referindo.</p>
<p>O interessante é que cada um dos três reflexos reptilianos se manifesta verbalmente por meio de padrões de linguagens específicos, que costumo organizar em três tendências naturais:</p>
<p>i)                   querer ter razão (atacar/se defender);</p>
<p>ii)                  pensar pelo outro (congelar) e</p>
<p>iii)                se diminuir (fugir).</p>
<p>É claro que a fronteira entre cada uma delas é tênue e que, a depender do tom e contexto, uma mesma fala pode se enquadrar em uma ou outra ou, ainda, em duas delas.</p>
<p>Essas tendências causam-nos embaraços, porque o efeito da comunicação, nesses casos, não reflete nossa intenção genuína. Acredito sinceramente que ninguém queira, conscientemente, pensar pelo outro, mostrar que o outro está errado cada vez que tiver uma opinião diferente, ou, ainda, se diminuir; entretanto, é exatamente isso que ocorre incessantemente na comunicação, como resultado de nossa programação para a sobrevivência.</p>
<p>Vejamos, a seguir, alguns exemplos, mas, cuidado: a adoção desses padrões de linguagem não significa que sejamos prepotentes, submissos, ou que não nos preocupemos com o outro. Eles não refletem nossas intenções; estou apenas considerando o impacto sutil que possam acarretar na outra pessoa.</p>
<p><strong>1 &#8211; Atacar: tendência natural a querer ter razão</strong></p>
<p>Em minha opinião, ela é consequência do reflexo “atacar/defender”. Acontece quando nos colocamos acima do outro, quando queremos ser os donos da razão, ou adotamos uma posição dominante ou de superioridade (a análise transacional a descreve como uma relação “+/-“ ou “pai-criança”).</p>
<p>Quem não se surpreendeu escutando apenas para achar uma falha de raciocínio na fala do outro? Quem não o interrompeu, quando ele diz algo com que não se concorda ou que fere a própria visão do mundo?</p>
<p>O problema não é o fato de ter razão ou não, mesmo porque, na comunicação produtiva, no embate, não existe certo e errado; existem apenas de pontos de vista diferentes. Inclusive, o fato de colocar a própria opinião contra a do outro é uma maneira de existir, porque faz parte da construção da individualidade. A dialética, desde sempre, é fonte de evolução e inovação. O problema surge quando colocamos nossa visão <strong><u>antes</u></strong> de levar em consideração o ponto de vista do outro, o que se chama “padrão de linguagem de oposição”.</p>
<p>Essa tendência manifesta-se cada vez que:</p>
<ul>
<li>começamos a nossa fala por <em>“Veja bem&#8230;”, “Na verdade&#8230;”, “Então&#8230;”, “Não é bem assim&#8230;”, “Mas&#8230;”, “A verdade é que&#8230;”, “De forma nenhuma&#8230;”, “Imagina&#8230;”</em>;</li>
<li>usamos expressões como <em>“Entendo seu ponto de vista, mas&#8230;”, “Compreendo isso, mas&#8230;”</em>;</li>
<li>queremos convencer, persuadir, rebatemos com respostas prontas, identificamo-nos com nossas ideias e palavras, adotamos posturas defensivas, acusamos e comparamos;</li>
<li>queremos levar alguém a algum lugar sem mencionar aonde, bem como a dizer ou fazer algo, sem esclarecer o quê (esse comportamento de omitir ou deixar informações subentendidas pode ser considerado uma micromanipulação);</li>
<li>negociamos crenças, ao invés de comportamentos, empregando: <em>“Quero que você entenda&#8230;., que concorde&#8230;, que perceba&#8230;“</em>; por exemplo, <em>“Preciso que você entenda que é muito mal-educado chegar atrasado.”</em> (crença), ao invés de <em>“Preciso que você chegue no horário.”</em> (comportamento).</li>
</ul>
<p>A depender do contexto, revela-se também quando:</p>
<ul>
<li>oferecemos nossa ajuda ou um conselho, mesmo que não solicitado, porque, a depender de como o fizermos, corremos o risco de nos colocarmos, mesmo que sutilmente, acima do interlocutor;</li>
<li>Usamos certo tipo de sentido de humor.</li>
</ul>
<p>Surpreendentemente, oposições podem ser feitas com amor. Lembro-me de que, na noite anterior a meu primeiro vestibular, minha mãe entrou em meu quarto e logo comecei a desabafar: <em>“Vai dar tudo errado, não entra mais nada na minha cabeça, não aguento mais, não sou feito para isso, etc&#8230; etc&#8230;”</em>.</p>
<p>Amorosamente, ela me respondeu: “<em>Que nada, vai dar tudo certo, você vai dar conta, você é capaz; vai dormir, que é a melhor coisa que você pode fazer agora.”. </em> Mesmo que essa frase tenha sido dita com a melhor das intenções, lembro-me dela até hoje, porque foi muito violenta para mim, uma vez que não me senti acolhido. Se minha mãe tivesse dito : <em>“É natural que você ache que vai dar tudo errado, que não cabe mais nada na sua cabeça, principalmente porque esse é o seu primeiro vestibular; agora, como já passei por isso, sei que a melhor coisa que você pode fazer é ir dormir&#8230;”. </em>Dessa segunda forma, eu teria sentido que meus argumentos foram escutados, acolhidos e não me lembraria desse fato até hoje, não me lembraria mais desse fato e não o estaria utilizando como exemplo de oposição, até hoje.”</p>
<p>Enfim, paradoxalmente, mesmo as boas intenções produzem inúmeras e diárias micro-oposições, as quais geram desgaste e “stress” em nossos relacionamentos.</p>
<p><strong>2 – Congelar: tendência natural a querer pensar pelo outro</strong></p>
<p>Adotamos essa tendência a cada vez que deixamos de investigar as palavras do outro e, embora o respeitemos, não nos interessamos genuinamente por ele. A meu ver, essa tendência é consequência do reflexo “congelar”, porque nos torna indiferentes ao outro e, consequentemente, impede que nos movimentemos em direção a ele (a análise transacional a descreve como uma relação “-/-”).</p>
<p>Quem não se surpreendeu terminando a fala do interlocutor, colocando as próprias palavras na boca do outro? Assim, quanto mais conhecemos alguém, menos o escutamos, porque “adivinhamos” o que ele iria dizer&#8230; E continuamos a conversa, achando que, obviamente, estamos falando da mesma coisa. Infelizmente, consideramos evidentes muitas coisas que não o são&#8230; Habitualmente, essa tendência manifesta-se quando:</p>
<ul>
<li>construímos dois monólogos em vez de um diálogo (ou seja, participamos de uma conversa de surdos);</li>
<li>estamos tão cheios de nós mesmos que não deixamos espaço para a história do outro;</li>
<li>apagamos o interlocutor de nossa fala, quando poderíamos torná-lo o sujeito da ação;</li>
<li>generalizamos, supomos, inferimos, utilizando expressões como: <em>“Tenho certeza de que você..”, “Você vai gostar&#8230;”, “Sinto que você&#8230;”, “Como você já sabe&#8230;”</em>;</li>
<li>empregamos pronomes indefinidos (“isso”, por exemplo), que tornam a comunicação imprecisa. Eles podem significar muitas coisas, ainda mais quando se referem a uma fala anterior muito longa, na qual há argumentos com os quais concordamos ou não, além de boas ou más notícias. Passo grande parte de meus treinamentos perguntando: “<em>Isso? o quê?”</em>;</li>
<li>metralhamos nosso interlocutor com perguntas fechadas, como se tentássemos inserir a história dele em nossa visão do mundo, conduzindo-o ao papel passivo de apenas responder “sim” ou “não”. Tenho a impressão que a nossa mente evita as questões abertas, a fim de economizar energia e de não se ariscar a escutar o que não quer. Entretanto, se fizermos perguntas abertas, convidaremos o outro a subir ao palco conosco, para nos contar a própria história. A solução muitas vezes está no raciocínio do outro, e a chave para acesso a ele são, justamente, as perguntas abertas.</li>
</ul>
<p>Por exemplo, se eu peço, a um vendedor, um carro econômico e recebo estas respostas: <em>“Ótimo, tenho o que você precisa!”, “Tenho certeza de que vai gostar!”, “Veio ao lugar certo!”, “Deixe-me mostrar nosso modelo ‘xpto’”, “É para usar a trabalho?”</em>, ele se posiciona como o protagonista, sobrepondo a história dele à minha, pois declara possuir a solução que vai me agradar&#8230; Tratam-se de muitas inferências, percebidas, por mim, como invasivas.</p>
<p>O fato é que uma mesma palavra pode significar realidade diferentes: neste caso econômico em combustível? no valor da parcela? no preço à vista? no comparativo da revista&#8230;?</p>
<p>O óbvio precisa ser dito e investigado. Assim, o vendedor teria ganhado uma oportunidade de me colocar no palco e, portanto, de me tornar protagonista, se tivesse perguntado: <em>“Me diga, o que é econômico para você?”</em> ou ainda <em>“Que tipo de economia você espera?”</em></p>
<p><strong>3 – Fugir: tendência natural a se diminuir</strong></p>
<p>Também temos tendência a nos colocarmos em posição de submissão, inferior à do outro (a análise transacional a descreve como relação “-/+”). A meu ver, ela é consequência do reflexo “fugir”. Manifesta-se, por exemplo, quando:</p>
<ul>
<li>empregamos (com o objetivo de sermos corteses) verbos com as terminações “ia”: <em>“queria”, “gostaria”, </em>ao invés de<em> </em>usarmos o indicativo ou o imperativo;</li>
<li>agradecemos em excesso e não de forma específica;</li>
<li>usamos diminutivos, como: <em>“queria falar um pouquinho&#8230;”</em>;</li>
<li>usamos <em>“penso&#8230;”, </em> <em>“acho&#8230;”</em>, em vez de assumir nossas opiniões;</li>
<li>dizemos “<em>desculpe</em>”, em vez de <em>“sinto muito”</em>;</li>
<li>recorremos a uma autoridade para justificar nossos pedidos, em frases como: <em>“Preciso que você chegue no horário, porque o patrão fez um comentário sobre sua pontualidade hoje.</em>” (ao invés de dizer, simplesmente: “Você precisa ser pontual.”), ou, ainda, quando a autoridade é indeterminada: <em>“Seria importante que você&#8230;”, “Você tem que&#8230;”, “A empresa quer&#8230;”</em>;</li>
<li>empregamos “<em>a gente</em>” ou “<em>nós</em>” no lugar de “você” e “eu”, o que torna, indefinidos e confusos, os papéis de cada um. Quantas vezes flagrei-me dizendo, a minha assistente: <em>“A gente precisa organizar a lista de clientes.”</em>, quando o correto seria: <em>“Preciso que você organize a lista de clientes.”</em>;</li>
<li>nos colocamos no lugar de vítima ou de coitadinho(a);</li>
<li>e, sobretudo, argumentamos antes da hora, porque justificativas são argumentos que não foram pedidos e justificativas não solicitadas enfraquecem nosso discurso.</li>
</ul>
<p>Indiretamente (e embora não seja essa a nossa intenção), esse comportamento remete o outro a uma posição de superioridade.</p>
<p><strong>E agora?</strong></p>
<p>A complexidade da nossa realidade exige respostas mais sutis e menos automáticas. Nossa intenção não é suficiente, precisamos nos responsabilizar pelo impacto da comunicação no outro.</p>
<p>A boa notícia é que, para cada padrão de linguagem não produtivo, existe uma alternativa que pode construir uma comunicação mais eficiente, menos violenta e que reflita melhor o que realmente queremos e sentimos.</p>
<p>Assim, o fato de poder reconhecer esses padrões de linguagem é uma fantástica oportunidade para o “autoflagrante”, para sair do automático e adotar uma comunicação em que ambos os interlocutores se sintam igualmente protagonistas.</p>
<p>Como nos lembra Viktor Frankl, “entre o estímulo e a resposta, existe um espaço e neste espaço reside o nosso poder de escolha. E da nossa resposta depende o nosso crescimento e a nossa liberdade”. Para mim, esse espaço é o tempo de uma inspiração, a qual possibilita que a informação saia de nosso cérebro límbico (ou reptiliano) e chegue ao córtex pré-frontal, onde residem a empatia e o raciocínio.</p>
<p>Em um mundo polarizado, em que a escuta e a fala constituem as principais ferramentas de trabalho, vejo a oportunidade de fazer com que nossos diálogos reflitam o interesse genuíno pelas opiniões e visões alheias, criem soluções oriundas da diversidade e, dessa forma, se situem além do simples respeito à diferença. Se assim agirmos, poderemos evitar que a violência física se instale como resposta à falta de comunicação.</p>
<p>*Ilustração: Sara Cecin @saracecin</p>
<p><em><u>Sobre o Autor</u></em>: <a href="https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener"><em>Thomas BRIEU,</em></a><em> Franco-Brasileiro, ao longo de 15 anos de observação e experimentação em milhares de conversas e negociações, se questionou: o que provoca aproximação e o que provoca resistência no outro?</em></p>
<p><em>Incorporando os estudos mais recentes sobre neurociência, liderança, negociação e andragogia, desenvolveu um método que permite a cada pessoa mapear </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-escutar-mais-e-melhor-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener"><em>os seus padrões não produtivos de linguagem e de escuta</em></a><em> e praticar alternativas eficientes de comunicação como uma nova ecologia da linguagem.</em></p>
<p><em>Atualmente reside no Brasil e é reconhecido<del> </del>pelos seus </em><a href="https://dagora.net/curso-de-escutatoria-storytelling/" target="_blank" rel="nofollow noopener"><em>treinamentos em Escutatória, Foco, Liderança, Vendas, Storytelling ao vivo e Inteligência Emocional.</em></a></p>
<p><em>Além disso, se dedica à projetos de conservação (RPPN´s) e estuda o que a natureza e a biomimética têm para nos ensinar no que se refere a comportamentos e relações humanas, por exemplo, </em><a href="https://www.linkedin.com/pulse/5-li%C3%A7%C3%B5es-da-natureza-sobre-competi%C3%A7%C3%A3o-e-coopera%C3%A7%C3%A3o-thomas-brieu/" target="_blank" rel="noopener"><em>no jogo de competição x cooperação.</em></a></p>
</div>
</div>
<div class="reader-flag-content__wrapper mb4 clear-both" data-ember-action="" data-ember-action-5550="5550"></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://escutatoria.com/escutatoria/3-tendencias-naturais-que-atrapalham-nossos-relacionamentos-e-resultados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;As pessoas esquecerão o que você diz [&#8230;] agora dificilmente elas esquecerão de como vocês fez elas se sentirem&#8221;</title>
		<link>https://escutatoria.com/escutatoria/as-palavras-se-dissolvem-e-as-emocoes-ficam/</link>
					<comments>https://escutatoria.com/escutatoria/as-palavras-se-dissolvem-e-as-emocoes-ficam/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2018 00:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação não verbal]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação não violenta]]></category>
		<category><![CDATA[cooperação]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[emoções escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[thomas brieu]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://comunicacaoprodutiva.com.br/?p=1036</guid>

					<description><![CDATA[&#8220;As pessoas esquecerão o que você diz [&#8230;] agora dificilmente elas esquecerão de como vocês fez elas se sentirem&#8221;. Carl. W. Buehner O fato é que a maneira como o nosso interlocutor se sente tem muitas vezes mais a ver com o jeito como dizemos as coisas do que com aquilo que efetivamente dizemos. Essa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;As pessoas esquecerão o que você diz [&#8230;] agora dificilmente elas esquecerão de como vocês fez elas se sentirem&#8221;</strong>.</p>
<p>Carl. W. Buehner</p>
<p>O fato é que a maneira como o nosso interlocutor se sente tem muitas vezes mais a ver com o jeito como dizemos as coisas do que com aquilo que efetivamente dizemos.</p>
<p>Essa frase também nos remete ao iceberg de Mehrabian que mostrou através de estudos que sobravam muito pouco das palavras trocadas em uma conversa: 7%.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://escutatoria.com/escutatoria/as-palavras-se-dissolvem-e-as-emocoes-ficam/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quer construir um time efetivo? Invista na vulnerabilidade!</title>
		<link>https://escutatoria.com/lideranca/a-palavra-vulnerabilidade-pode-nos-remeter-a-uma-ideia-de-fraqueza-algo-que-deve-ser-evitado-mas-existe-um-outro-conceito-de-vulnerabilidade/</link>
					<comments>https://escutatoria.com/lideranca/a-palavra-vulnerabilidade-pode-nos-remeter-a-uma-ideia-de-fraqueza-algo-que-deve-ser-evitado-mas-existe-um-outro-conceito-de-vulnerabilidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[mfaccin08]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Apr 2018 20:58:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liderança]]></category>
		<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[escutatória]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://comunicacaoprodutiva.com.br/?p=978</guid>

					<description><![CDATA[Este artigo, originalmente publicado na revista EXAME, foi escrito pelos meus colegas da CORALL. Link original. A palavra vulnerabilidade pode nos remeter a uma ideia de fraqueza, algo que deve ser evitado. Este artigo trata de um outro conceito de vulnerabilidade: o de ter a coragem de se expor, de revelar suas debilidades, o que você [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo, originalmente publicado na revista EXAME, foi escrito pelos meus colegas da CORALL.<strong> <a href="https://exame.abril.com.br/blog/gestao-fora-da-caixa/quer-construir-um-time-efetivo-invista-na-vulnerabilidade/">Link original.</a></strong></p>
<p>A palavra vulnerabilidade pode nos remeter a uma ideia de fraqueza, algo que deve ser evitado. Este artigo trata de um <strong>outro conceito de vulnerabilidade</strong>: o de ter a coragem de se expor, de revelar suas debilidades, o que você não sabe, sentimentos profundos, sem ter a certeza de como serão as reações de seus interlocutores.</p>
<p>Se o título deste artigo relacionasse efetividade de times a confiança entre seus membros provavelmente não causaria estranheza. Mas vulnerabilidade? Pois bem, a vulnerabilidade precede a confiança. É uma condição para que a confiança se estabeleça.</p>
<p>Como consultor de empresas atuando muitas vezes no fortalecimento de times de liderança me deparo com momentos onde claramente seus integrantes estão se perguntando: “Qual é a dinâmica que está rolando aqui?”  Posso revelar minhas fragilidades e o que não deu certo ou será melhor ficar calado ou mesmo encobri-las, fingindo que não existem? O mais importante é parecer forte e vencedor ou podemos explorar e aprender conjuntamente?  Já presenciei muitos momentos mágicos, quando a partir da partilha deste espaço do não saber, da dúvida, ou do que não deu certo, uma nova dinâmica de conexão aparece e a confiança se estabelece, permitindo novos fluxos de conversa, onde o que está realmente acontecendo consegue emergir, para ser coletivamente endereçado com o suporte e ajuda de todos do grupo.</p>
<p>E o líder da equipe tem um papel fundamental nesta dinâmica. Quando o líder consegue se abrir e revelar suas falhas ou dúvidas, emite sinais fortes de como é a dinâmica que quer criar com seu time. Confiança e cooperação são desenvolvidas a partir de vários pequenos e frequentes momentos de vulnerabilidade, quando nossos cérebros traduzem o ambiente, o contexto que estamos vivendo como: aqui é seguro expressar-se de forma franca e verdadeira, e eu não sofrerei nem serei excluído por isso.</p>
<p>Uma experiência realizada na Universidade de Northeastern, EUA, revelou que a ligação entre vulnerabilidade e cooperação não se aplica somente a indivíduos, mas contagia grupos inteiros. No experimento, um participante que perdia dados do computador depois de uma longa tarefa, recebia a ajuda de uma pessoa que, sem se revelar, fazia parte do experimento. Ao final os participantes interagiam com jogos que identificam o nível de cooperação. Os índices, não somente daqueles que receberam a ajuda, mas de todos os que estavam na sala, foram significativamente maiores do que os dos grupos de controle.</p>
<p>Operar num ambiente onde a vulnerabilidade seja verdadeiramente acolhida requer muito treino. Um treino contínuo e consistente. Tenho identificado dois grandes pilares para que este treinamento seja efetivo: a lente que usamos para enxergar as situações que são reveladas e nossa forma de comunicação para interagir com nossos interlocutores.</p>
<p>A lente que normalmente usamos para “ler” o que outros estão fazendo tem muito de crítica e julgamento. Temos nossas verdades e o que se afasta delas é visto e vivido emocionalmente de forma adversa. Mas há uma outra lente possível de usarmos que é a da curiosidade. Neste lugar, quando alguém traz algo diferente do que pensamos, falamos ou agimos, ao invés de nos colocarmos numa posição defensiva ou mesmo combativa, permitimo-nos explorar novas possibilidades: “Interessante você ter uma perspectiva tão diferente da minha… Talvez eu não esteja vendo facetas importantes da situação… No que você não concorda?  Que necessidades não estão sendo consideradas?” Quando migramos de lente, passamos a ver estes momentos de divergência não como uma batalha a ser vencida, mas como uma oportunidade de construirmos algo melhor juntos.</p>
<p>Para falar do segundo pilar, a forma que usamos nas nossas comunicações, recorro aos simples, porém potentes, conceitos da <strong>comunicação não-violenta (CNV)</strong>, metodologia desenvolvida pelo professor Marshall Rosemberg.</p>
<p>Na essência, esta abordagem desloca nossa fala, que tipicamente é direcionada ao nosso interlocutor, cheia de críticas, julgamentos e partindo de premissas que não são necessariamente compartilhadas, para nós mesmos. Sim, falamos sobre nós.  Ao invés de acusar, falamos de como estamos nos sentindo naquele contexto. E podemos falar coisas muito duras e lidar com conversas bem difíceis, mas com um impacto muito diferente no nosso interlocutor. “Eu me senti desrespeitado” é ouvido de uma forma totalmente diferente do que “você me desrespeitou”. Ninguém poderá dizer “você não se sentiu desrespeitado” ainda que não tivesse a intenção, ao passo que a segunda frase é o primeiro passo para possíveis intermináveis discussões.</p>
<p>A CNV parte do princípio que, ao falar, terei consciência do que está se processando comigo, do que sinto, e do que é valor para mim, de quais são minhas necessidades. E de que me lançarei na vulnerabilidade de revelá-los, sentimentos, necessidades, valores, ao meu interlocutor.</p>
<p>Após relatar minha perspectiva do que está acontecendo da forma mais neutra possível, sem julgamentos ou críticas, revelo como me senti e o que é valor para mim, minhas necessidades, finalizando com um pedido ao interlocutor. Simples e potente. E, para mim, uma das melhores práticas para se exercitar a vulnerabilidade de forma produtiva e eficaz.</p>
<p>E ao compartilhar e trabalhar nossas vulnerabilidades juntamente com nossos colegas de equipe, construímos o caminho para nos tornarmos verdadeiramente “invulneráveis”.</p>
<p>Sinta-se à vontade para trocar mais ideias sobre o tema escrevendo para mim. Meu e-mail é <a href="mailto:ney@corall.net">ney@corall.net</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://escutatoria.com/lideranca/a-palavra-vulnerabilidade-pode-nos-remeter-a-uma-ideia-de-fraqueza-algo-que-deve-ser-evitado-mas-existe-um-outro-conceito-de-vulnerabilidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
